Atravessámos o rio Vltava (Moldava, em português) diversas vezes, de eléctrico e a pé, durante a nossa estadia em Praga.

É inevitável. As atracções, parques e museus estendem-se nas duas direcções e não é possível dedicar apenas um dia a cada margem. O próprio rio proporciona momentos incríveis, a partir das suas pontes e ilhas. A mais antiga das ligações é a Ponte D. Carlos (Karlův most), do século XIV, um triunfo gótico de engenharia. Os seus 500 metros ficam repletos de turistas e artistas, ao longo do dia, uma vez que se tornou pedonal há mais de meio século.

A Ponte Karlův é um paraíso para os fotógrafos, sobretudo ao entardecer, quando os raios de sol iluminam as 30 esculturas barrocas que a enfeitam. O facto de serem, na maior parte dos casos, réplicas das originais (guardadas no Museu Nacional) não interfere com a sua iconoplastia. É que o Vltava às vezes é temperamental e viola as suas margens sem piedade. Da última vez que isso aconteceu (2002), grande parte do centro histórico ficou inundado.

 

 

Uma destas figuras, em particular, é muito procurada – a de S. João de Nepumoceno – padroeiro das pontes e antigo confessor da rainha, na corte do rei Venceslau IV. Dizem que tocar-lhe dá sorte. Pergunto-me se o sortilégio resultará se esta for apenas mais uma cópia!? De qualquer forma, esta é a única imagem sem teias de aranha e o bronze (na base) brilha ao sol, polido pelas mãos dos visitantes.

Por baixo da ponte, esconde-se um recanto encantador, a ilha Kampa que a chuva impediu que explorássemos com tempo. Felizmente o Museu Kafka não fica longe.

Existe ainda a Ponte Legíi com acesso, por escadas e elevador, a outra ilha mesmo no meio do rio Vltava. O sítio é ideal para descansar num banco, deitar-se na relva com um livro, contemplar a Praga clássica com o Teatro Nacional logo ali ou, na outra margem, o imponente castelo.

 
Recantos e perspectivas desde a ilha fluvial sob a Ponte Legíi.

Recantos e perspectivas desde a ilha fluvial sob a Ponte Legíi.

 

No dia em que a visitámos, decorria um qualquer evento de solidariedade pelo que o pequeno explorador teve direito a bolo, balão e papel para pintar. Pelo menos até a chuva desabar do céu com força, altura em que nos juntámos à multidão que se refugiou debaixo da ponte (eu e o S. Pedro temos contas a ajustar…). Ah, mas o palco era coberto e os músicos continuaram a tocar 🙂

Um pouco adiante, não muito longe do rio Vltava, ergue-se a Casa Dançante de Frank Gehry, aquele que concebeu o Guggenheim! O estranho edifício – Ginger & Fred, por alusão ao par de bailarinos – foi construído sobre as ruínas de um belo edifício bombardeado durante a II Guerra Mundial. Sendo vizinho da casa de nascimento de Vaclav Havel – personagem importante na reconstrução da democracia, após décadas de ditadura -, quiseram fazer ali algo significativo.

Diferente, sem dúvida! O que acham, leitores?

 

A Casa Dançante de Frank Gehry, numa das margens do rio

A Casa Dançante, assinada pelo conceituado Frank Gehry.

 

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