Estamos em Praga, no coração da Boémia, num burgo que nasceu e cresceu nas margens do rio Vltava, conhecido como a “cidade das 100 torres”. Que a aventura checa comece

Praga, a capital da República Checa saltou finalmente do meu imaginário e a realidade revelou-se tão bela quanto sonhei. Claro que a beleza levamo-la nós, nos olhos e no coração, mas é impossível não ficar impressionado com o ambiente histórico e a arquitectura esmagadora da cidade.

Não é à toa que Kafka se sentia insignificante nestas ruelas, no seu caminho para a escola, pela mão do malévolo cozinheiro da família. Mas adianto-me. Do bizarro Franz Kafka falamos noutro post. Vamos conhecer algumas das torres, campanários e cúpulas que furam os céus de Praga?

Começamos pelo Castelo (séc. X), que reina sobre a paisagem desde o topo de uma colina. Apanhamos o eléctrico nº 5 e depois o nº 22, em Malostranská, não vá o pequeno explorador esgotar as energias para vencer a subida.

manifestação junto do castelo de Praga
castelo de Praga

 

Saímos em frente ao Palácio de Verão, preparados para conhecer os Jardins Reais, só possível nos meses mais quentes (estão encerrados de Outubro a Abril). Portão fechado. Esperem lá, mas estamos em finais de Agosto, os jardins deviam estar visitáveis!? Um aviso explica que isso se deve a “motivos técnicos”.

Afinal, trata-se de uma visita oficial chinesa, informam uns manifestantes. Aqui funciona também a residência presidencial e, tendo em conta as empresas de catering a passar, com certeza preparava-se uma recepção oficial nos jardins.

What are you doing in Prague? – perguntei a um dos manifestantes.

Lá me explicou, no seu inglês impecável, que queriam chamar a atenção mundial para o genocídio de uma minoria religiosa (seguidores de Falun Gong) perpetrado pelo Governo chinês. Balbuciei umas palavras de apoio e segui para o maior castelo do mundo. Assim diz o Guiness e a UNESCO confirma, dando-lhe o selo de Património da Humanidade. Na verdade, este grande complexo de 72 hectares tem um palácio, uma catedral e outras igrejas, dois museus, galerias e salas de concerto, um mosteiro, jardins e vários pátios… Fantástico!

 

catedral S. Vito
viela dourada no castelo de Praga

O colorido da viela dourada, dentro do recinto do Castelo.

 

Os ameaçadores titãs a lutarem na entrada não nos demovem e seguimos para a gótica Catedral de S. Vito, que protege as jóias da coroa boémia (raramente expostas) e outras riquezas como pinturas medievais, túmulos reais e o jazigo de prata de S. João Nepomuceno.

A viela dourada é o recanto mais pitoresco do castelo: nestas casinhas de bonecas, construídas nos arcos entre a Torre Branca e a Torre Dalibor, viviam ourives e funcionários reais, mas outras personagens interessantes passaram por aqui, nomeadamente Kafka, o cineasta J. Kazda ou a cartomante Matylda Průsová, conhecida como madame de Tebas. Algumas destas casas minúsculas foram preservadas, outras transformadas em lojas de recordações.

Uma mini torre Eiffel e outros pináculos

Saindo do castelo em direcção ao Bairro Pequeno (Malá Strana), outro campanário chama a nossa atenção: o da Igreja de S. Nicolau. O templo do século XVIII é descrito como o mais belo exemplar do barroco checo, mas nada vi de extraordinário (depois de Roma, nada é como antes)… O Pedrinho prefere sentar-se enquanto eu visito a nave dourada e opulenta, onde se destaca o órgão de 2500 tubos, que Mozart tocou um dia.

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café Savoy em Praga
menino Jesus de Praga
colina de Petrin

A torre de observação da colina de Petrin ao fundo

 

Depois de um almoço no requintado Café Savoy, outro templo nos espera, inevitável numa visita à cidade. Falo da Igreja de N. Senhora Vitoriosa, onde repousa o famoso Menino Jesus de Praga. Senti alguma pena daquele menino tão pequenino, escondido sob um imenso vestido azul e perdido numa profusão de ouro e pedras preciosas.

Olhava-o medidativa, num banco mesmo em frente quando surge um barulhento grupo de espanhóis… Acabou-se a magia, todos se atropelam para chegar ao menino, uns com devoção, outros simplesmente para o fotografarem, apesar da proibição. No meio daquela confusão, acabei por captar duas ou três imagens, silenciosamente, com o tablet.

Seguimos depois para a colina de Petrin, para o Pedro brincar um pouco e fugirmos ao barulho do trânsito. Lá no topo fica uma versão anã da Torre Eiffel que não chegamos a visitar, porque o apelo do parque infantil foi mais forte.

Pronto, quatro torres conhecidas, only 96 to go! Vejamos. Há a Torre da Pólvora (perto do nosso hotel) e a Torre de St. Henry, sem esquecer os pináculos da Praça Velha, nomeadamente da antiga Câmara Municipal, onde está pendurado o lindo relógio astronómico. Noutro dia subiremos lá acima e teremos uma vista fantástica sobre a cidade. Outro dia, que este post já vai longo.

Até já, desde Praga!

 

Torre da Pólvora

Pose com a Torre da Pólvora ao fundo

Castelo de Praga: aqui| Bilhete: 350 czk (adulto), 175 czk (6-16 anos), grátis (até aos 6 anos), para o circuito maior.**
Igreja de S. Nicolau: 100 czk (adulto), 60 czk (crianças) **
Site Orloj: aqui |Bilhete: 250 czk (adulto), 150 czk (6-15 anos) **
**Preços de maio de 2019
 
 

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