Os canais que cortam a cidade de Aveiro podem ser muito úteis na prevenção de inundações. Mas os visitantes só pensam no charme que emprestam à cidade, enquanto os percorrem num moliceiro garrido de seu nome Valente.

Valente porque come muito e vai para onde o mandam“, responde o nosso guia ao pequeno explorador. João Fradinho faz as honras da embarcação que um dia transportou moliço para adubar a terra, intercalando as suas explicações com umas vuvuzeladas** para avisar outros navegantes que “estamos aqui”. Foi pescador toda a vida até se reformar, há cerca de cinco anos, altura em que trocou um barco de pesca por este turístico, simplesmente para estar perto da água.

Ali vêem algumas belas fachadas de Arte Nova“, diz apontando alguns edifícios do início do século XX, pelos quais já me tinha apaixonado em terra. É também ele que nos chama a atenção para as brejeiras proas dos barcos que aqui circulam.

“Lembras-te da minha gaita?”
“Abençoada ventania” (exclama o padre, olhando para a saia levantada de uma mulher)
“Eu não quero mais chouriça” – e outras pérolas do género.

canais de Aveiro
Art Noveaux nas ruas de Aveiro
Pescador da ria de Aveiro
proas dos moliceiros
Cliquem para aumentar e lerem as picantes mensagens das proas.

 

Ao longo dos canais, constato que Aveiro é uma cidade moderna, que soube promover os edifícios históricos: antigos depósitos de sal acolhem companhias de teatro ou bailado e a própria Câmara Municipal ocupa uma velha fábrica de cerâmica.

O histórico convento de Jesus, onde a Princesa Santa Joana se refugiu no século XV, foi convertido em Museu e homenageia a sua mais ilustre hóspede. Mas sobre a princesa falaremos noutro post. Porque hoje fomos abençoados com sol, ainda que sopre um vento frio, e portanto vamos aproveitar a luz, a rua, a paisagem.

E a região tem várias alternativas para passear na natureza: há as salinas, o Navio Museu de Santo André (ancorado no Jardim Oudinot, na Gafanha da Nazaré, Ílhavo), a Praia da Barra com o maior farol de Portugal, visitável às quartas-feiras, ou a Reserva Natural das Dunas de S. Jacinto.

Nós escolhemos a amorosa Praia da Costa Nova, a uns meros 10 minutos da cidade,  espremida entre o mar e a ria, com as suas castiças casinhas às riscas. Estes antigos “palheiros” dão um colorido muito bom à paisagem.

 

praia da Costa Nova

 

Felizmente, as barraquinhas de bolachas americanas estão fechadas, porque o pecado da gula será plenamente satisfeito com ovos moles. Comprados na Aveiro Emotions, com 10% de desconto, porque viajamos nos barcos deles (#ficaadica). Deixo-vos com as imagens de um domingo feliz!

 

Passeio de moliceiro: 8€ adulto / 4€ criança
** som da vuvuzela, brinquedo popularizado durante o Mundial da África do Sul e que faz uma barulheira danada.

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