Perdido numa pequena vila da Galiza, Lourizán atraiu-nos graças a uma imagem encontrada por acaso na internet. Que pequeno tesouro fomos encontrar

Depois de uns dias na Corunha e a percorrer a magnífica Costa da Morte, tinha planeado uma visita a Pontevedra, antes de regressar a Portugal. Mas uma imagem, encontrada por acaso no meio das pesquisas, alterou os meus planos. Quem nunca visitou um local apenas por causa de uma fotografia?

Bem, neste caso, tratava-se de um palacete com uma pátina romântica, semi escondido por uma mata exuberante e guardado por estátuas de inspiração grega. Reconheço que aquela foto fez a minha imaginação voar.

Quando dei por mim, estava a estacionar em frente ao Pazo de Lourizán, na margem esquerda do estuário entre Pontevedra e Marín, numa manhã quente de Agosto. O caminho arborizado de acesso abafou o barulho da estrada municipal, envolvendo-nos num doce encanto à medida que as fontes se sucediam e o piso de terra nos pedia marcha lenta.

Depois, no final de uma curva, surgiu a casa, imponente, com a sua escadaria imperial e os seus guardiões de pedra. É daqueles casos em que as fotografias, por muito mágicas que pareçam, ficam aquém da realidade. O magnífico edifício do século XIX foi construído pelo arquitecto Genaro de la Fuente, com traços classicistas, um torreão coroado com um grande relógio e longas galerias envidraçadas, como se fossem corredores do próprio jardim.

O primeiro-ministro espanhol, Eugenio Montero Rios usou o palácio como residência de Verão e ali tomou importantes decisões políticas. O jardim ainda guarda traços dessa época esplendorosa, com a sua estufa modernista de ferro e vidro, e tantas árvores monumentais que lhe chamam uma “jóia do património botânico da Galiza”. Há por ali carvalhos centenários, castanheiros, araucárias e bétulas, ciprestes e pinheiros, cedros e palmeiras, magnólias, camélias.

Como este jardim deve ser lindo em cada uma das estações do ano: com os caminhos pejados de folhas doiradas e outonais, com uma explosão de cor quando as camélias estão floridas ou tão nostálgico sob um céu de chumbo invernoso

O governo adquiriu o espaço nos anos 40 e, depois de uns anos a funcionar como Escola Superior, hoje acolhe serviços do Ministério do Ambiente. Parece que planeiam criar ali um Centro de Ciência Ambiental (o que quer que isso signifique). Entretanto, o palacete permanece fechado e os jardins praticamente desertos.

Não me estou a queixar… foi uma delícia passear por ali sozinha com o pequeno explorador. Só não nos aventurámos muito na floresta envolvente, por falta de sinalização [são 54 os hectares que pertencem ao Paço].

Já nos preparávamos para partir quando finalmente apareceu vivalma: dois rapazinhos com as suas bicicletas. Pode não ser um local turístico mas, sem sombra de dúvida, é um belo cenário para brincadeiras.

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