Era uma vez um reino encantado de castelos, princesas e piratas, fadas, bruxas e exploradores, casas na árvore e também fantasmas, ratos cozinheiros, carros que falam e monstros com sentimentos. A 32 km de Paris, em Marne-la-Vallée, fica a Disneyland Paris atracção turística mais visitada da Europa

Há felicidade maior do que fazer os outros felizes? Um pouco maior ainda se esses outros forem duas crianças ávidas de aventuras: o pequeno explorador e a prima. Foram dois dias no Parque Disneyland e Walt Disney Studios, longos, cansativos mas tão emocionantes!

O resort completou recentemente 25 anos pelo que tem um programa especial de aniversário até Setembro de 2018, com novas atracções, oito carros gigantescos no desfile e um espectáculo nocturno especial, com o castelo da Bela Adormecida como cenário. O vídeo abaixo resume este quarto de século em menos de três minutos.

 

 

Então lá fomos, como formiguinhas num carreiro. Se a quantidade de gente na entrada assusta um pouco (como se acordássemos em plena Black Friday), tudo desaparece quando a Main Street se abre ante os nossos olhos, com um castelo, realmente digno de contos de fadas, lá ao fundo. É que não é fácil impressionar os moradores de um continente velho e histórico, a abarrotar de castelos.

Mas até lá chegarmos vale a pena apreciar estas fachadas coloridas, que recriam uma pequena cidade americana do início do século XX, com candeeiros a gás, lojas vitorianas, carros antigos e tantos detalhes perfeitos. Dizem que foi inspirada em Marceline, a cidade-natal de Walt Disney, no Missouri.

Para além desta, existem outras quatro terras mágicas. Primeira estação? Discoveryland. Ali está o Nautilus do Júlio Verne e algumas das atracções mais desejadas pelo Pedro – a montanha russa Hyperspace Mountain, o Star tours e o encontro com o Darth Vader, a única personagem com quem quis ser fotografado. Que dizer? Está na fase Star Wars…

A experiência Star tours foi tão interessante – pilotados pelo medroso do C-3PO, valha-nos Deus! – que repetimos a dose ao final do dia e, surpresa, fomos levados a planetas diferentes.

A diferença que faz ter meninas…

Não vos vou contar tudo, porque estraga a magia da descoberta, mas digo que vale a pena embarcar num vagão por uma mina abandonada do velho Oeste (Big Thunder Mountain, na Frontierland), perder-se em cenários dos piratas (Adventureland, onde infelizmente não conseguimos subir à casa da árvore do Robinson Crusoe) e voltar a gostar de cor-de-rosa na Fantasyland, esse lugar mágico habitado pelos heróis dos contos de Perrault, Grimm e Lewis Carroll.

Com uma pré-adolescente com gostos nada girly, fui eu que arrastei o grupo até ao maravilhoso labirinto da Alice no País das Maravilhas e ao Peter Pan’s Flight.

O dia foi coroado com o desfile, onde adorei o dragão gigante inspirado na Maleficent, mas não aguentámos até ao fecho, porque o céu abriu as comportas e derramou sobre nós uma carga de água diluviana. Fiquei com tanta pena por não assistir ao fogo-de-artifício (o espectáculo nocturno aqui).

Os bastidores do cinema nos Walt Disney Studios

O segundo parque, inaugurado em 2002 e dedicado ao fantástico mundo dos bastidores do cinema, da televisão e da animação, é mais pequeno, mas igualmente surpreendente. Até porque não pesquisei nada sobre ele, portanto fomos conduzidos de surpresa em surpresa.

Os rapazes vibraram com as cenas de perseguição e explosões no espectáculo de duplos Moteurs… Action!, as meninas emocionaram-se no palco do Teatro Animagique, com o premiado musical Mickey and the magician. Depois, todos descansaram no Toy Story Playland, onde um Buzz Lightyear gigante recebe os visitantes e as diversões são emolduradas pela floresta circundante, com árvores centenárias de 30 metros de altura.

O descanso não foi longo, porque os nossos fast-pass indicavam que estava na hora de rumarmos ao Ratatouille, a experiência 3D que nos coloca na perspectiva do pequeno Remy, na cozinha do restaurante Gusteau’s. “Food always come to those who love to cook”, recordou-nos o cozinheiro parisiense antes de entrarmos na sua despensa virtual. Que viagem nostálgica e romântica, embalados pelos violinos que nos transportam as emoções até à cidade luz.

Mas a maior surpresa do dia esperava-nos na Rock’n’Roller Coaster Starring Aerosmith. Nem vimos ao certo o que era, mas entrámos, para dar de caras com instrumentos maravilhosos: a guitarra dos Doors, dos Metallica ou dos The Kiss. O próprio Steven Tyler, mítico vocalista dos Aerosmith, deu-nos as boas-vindas num pequeno vídeo, antes de nos vermos num ponto de embarque. Que raio? Mas é uma montanha-russa?

A resposta é afirmativa. Mas não é apenas uma montanha-russa. É um carro dos infernos que nos leva aos 100 km/hora em apenas 4 segundos, que nos desorienta os sentidos com luzes inesperadas que nos cegam e música aos altos berros, ao mesmo tempo que nos lança num looping sem sequer percebermos se vamos virar para a esquerda ou direita, para prepararmos minimamente o corpo e o espírito…

Saímos de lá com as pernas trémulas e incrédulos com o que acabámos de viver. Tanto assim, que passámos ao largo do Hotel do Terror, onde um elevador deixa os visitantes caírem quatro andares. Olhámo-nos e concordámos tacitamente: chegava de emoções fortes por aquele dia.

P.S. Leiam o post com todas as dicas práticas para visitar a Disneyland Paris aqui!

 

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