Atualizado em 29 Agosto, 2025
“Budapeste, a cidade mais bonita do Danúbio”, escreveu o italiano Claudio Magris, com algum exagero. Até Zsoze Kósta, o protagonista do romance Budapeste, de Chico Buarque, se deixou enfeitiçar pela cidade — voltando a ela, uma e outra vez.
Vibrante e inesperada, nesta capital tradição e modernidade convivem lado a lado. Os seus habitantes transformaram-na numa metrópole fascinante da Europa Central.
Apadrinhada pelo omnipresente Danúbio — esse rio mítico cantado por Strauss que separa e une — Budapeste encanta com arquitetura majestosa, pontes grandiosas e vistas arrebatadoras. A silhueta neogótica do Parlamento, os lendários Banhos Széchenyi ou o Bastião dos Pescadores são apenas algumas das imagens que permanecem na memória.
Budapeste não é talvez tão “de conto de fadas” como Praga (pelo menos no meu coração), mas é a mistura de contrastes que a torna especial: ora tradicional, ora irreverente; ora melancólica, ora vibrante. Entre Buda, a zona mais elegante e histórica, e Peste, o animado coração comercial, ergue-se uma capital com alma, onde o velho e o novo se cruzam.
Por trás de algumas fachadas gastas, há uma beleza autêntica à espera de ser revelada e várias das pessoas com quem falámos foram acolhedoras, contrariando o estereótipo acerca da antipatia dos húngaros.
Neste guia, partilhamos tudo o que precisa de saber para explorar Budapeste: quando ir, como chegar, o que comer e visitar; e até sugestões para quem viaja com crianças. Cliquem nos links para informação atualizada sobre horários e bilhetes. Que este roteiro vos inspire a descobrir a Pérola do Danúbio.
- Língua oficial: húngaro [a única língua do mundo que, segundo as más línguas, o diabo respeita — diz o narrador de Budapeste, de Chico Buarque]
- Fuso horário: UTC/GMT +1 e UTC/GMT +2 (no verão)
- Código telefónico internacional: +36
- Fronteiras terrestres: A Hungria faz fronteira com sete países: Eslováquia, Ucrânia, Roménia, Sérvia, Croácia, Eslovénia e Áustria
- Moeda: florim húngaro (HUF)
- Site oficial do turismo: Budapeste Info
Quando visitar Budapeste
Budapeste pode ser visitada em qualquer altura do ano, mas cada estação oferece uma experiência distinta, moldada pelo clima e pelos eventos culturais que animam a capital húngara.
Primavera (março a maio): é uma das melhores épocas para visitar Budapeste, graças a temperaturas mais amenas (10 °C – 20 °C), dias mais longos e a cidade a florir. É a altura ideal para passeios a pé, cruzeiros no Danúbio e para explorar os parques e jardins da cidade, como a Ilha Margarida. Para além disso, acontece o Festival da Primavera de Budapeste (março-abril), com concertos, teatro e dança.
Verão (junho a agosto): o verão traz calor (por vezes acima dos 30 °C) e muita animação. É a época mais turística, com ruas e esplanadas cheias e muitos eventos ao ar livre. Entre os eventos mais interessantes lista-se o Sziget Festival (agosto), um dos maiores festivais de música da Europa, e o Festival de Dança e Música Folclórica (meados de agosto), para quem procura uma experiência cultural mais autêntica.
O outono (setembro a novembro) é outra excelente altura para visitar Budapeste. As temperaturas são agradáveis (entre os 10 °C e os 20 °C no início da estação) e a cidade ganha belos tons dourados. O movimento turístico começa a diminuir, o que torna tudo mais tranquilo, apesar de eventos como o Festival Internacional de Cinema de Budapeste (novembro).
O inverno (dezembro a fevereiro) em Budapeste é gelado, com as temperaturas a descerem (até -5 °C), mas a cidade transforma-se num cenário encantador. Os mercados de Natal, em particular na praça Vörösmarty, as luzes públicas e o vapor que sai dos banhos termais ao ar livre criam uma atmosfera mágica.
Como chegar a Budapeste
Chegar a Budapeste é relativamente fácil, tanto por via aérea como terrestre, graças à sua localização central. A forma mais prática para a maioria dos viajantes é o avião, com o Aeroporto Internacional Ferenc Liszt a receber voos diretos a partir de várias cidades europeias, incluindo Lisboa, Porto e Faro, sobretudo durante a época alta. Companhias low cost como a Ryanair e a Wizz Air operam frequentemente estas rotas, tornando a capital húngara acessível a preços bastante simpáticos.
Para quem já se encontra perdido no centro da Europa, Budapeste está bem servida por ligações ferroviárias, com comboios diretos a partir de cidades como Viena, Bratislava, Praga ou Zagreb. A viagem de comboio entre Viena e Budapeste, por exemplo, dura cerca de 2h30 e oferece belas paisagens pelo caminho.
Outra opção popular, em particular para viajantes com orçamento reduzido, são os autocarros internacionais, operados por empresas como a FlixBus ou RegioJet, que ligam Budapeste (estação central de autocarros Népliget) a dezenas de cidades europeias.
Do aeroporto ao centro da cidade
O Aeroporto Internacional Ferenc Liszt fica a menos de 20 km do centro de Budapeste e existem várias formas de fazer este trajeto. A opção mais económica e direta é o autocarro 100E, um serviço expresso que liga o aeroporto à praça Deák Ferenc, no coração da cidade, em cerca de 40 minutos. Este autocarro tem uma tarifa especial não incluída nos passes normais de transporte e funciona com frequência regular, mesmo durante a madrugada.
Outra alternativa é combinar o autocarro 200E, que liga o aeroporto à estação de metro Kobanya-Kispest (linha azul), com uma viagem de metro até uma estação próxima do seu hotel. Esta opção é ligeiramente mais demorada, mas está incluída no sistema de transportes públicos e pode ser vantajosa para quem já adquiriu um passe diário ou o Budapest Card.
Para quem procura maior comodidade, os transfers oficiais MiniBUD são uma escolha confortável, podendo ser reservados com antecedência (siga a linha laranja no chão do aeroporto para chegar ao balcão da empresa). Os táxis também estão disponíveis à saída do terminal. A empresa autorizada é a Főtaxi; é recomendável usar apenas os carros desta operadora para evitar surpresas desagradáveis.
Consulte o site do aeroporto para informação mais atualizada sobre preços, horários e rotas disponíveis aquando da sua viagem.
Dinheiro e pagamentos
A moeda oficial na Hungria é o florim húngaro (forint, em húngaro), e apesar de alguns (poucos) locais turísticos aceitarem euros, o câmbio raramente é vantajoso, pelo que é sempre preferível pagar na moeda local. À data da escrita deste artigo, 1 euro equivale a cerca de 395 HUF; não se esqueça de confirmar a taxa em vigor antes da viagem.
Budapeste é uma cidade bastante moderna no que toca a pagamentos, e os cartões bancários são amplamente aceites, inclusive para pequenas despesas como cafés ou bilhetes de metro. Cartões como o Revolut ou o Wise são particularmente úteis para evitar taxas de conversão elevadas, permitindo pagamentos contactless com boa taxa de câmbio. Durante a viagem a Budapeste, usei o meu cartão Revolut diariamente, apesar de ter levantado alguns florins num ATM.
#Nota: apesar da maior parte das atrações aceitarem pagamentos com cartão, há exceções. É o caso do labirinto do castelo.
Budapest Card
O Budapest Card é o passe turístico oficial da cidade e inclui transportes públicos ilimitados, entrada gratuita em alguns museus e descontos em restaurantes e atrações. No entanto, numa primeira visita, raramente compensa o investimento, já que as principais atrações pagas — como o Parlamento, os Banhos Széchenyi ou a Basílica de Santo Estevão — não estão incluídas.
A menos que planeie visitar vários museus específicos ou fazer uso intensivo dos transportes públicos durante a sua viagem a Budapeste, poderá ser mais económico pagar as entradas e deslocações. Nós comprámos um conjunto de 10 bilhetes, mas poderá optar pelo cartão de transporte 24 horas.
#Atenção: não se esqueça de validar os bilhetes de transporte à entrada do metro ou logo que entra no autocarro. Vimos fiscais em várias ocasiões e inclusivamente uma família francesa a ser multada.
Saúde e segurança na Hungria
A Hungria é, de forma geral, um destino seguro, e Budapeste está entre as capitais europeias com menores índices de criminalidade violenta. Ainda assim, como em qualquer grande cidade, convém ter atenção a furtos ocasionais, sobretudo em zonas turísticas e nos transportes públicos.
Cidadãos da União Europeia podem utilizar o Cartão Europeu de Seguro de Doença para aceder aos cuidados médicos públicos nas mesmas condições que os residentes, mas este não substitui o Seguro de Viagem. Não existem riscos sanitários específicos e a água da torneira é potável, incluindo a das fontes públicas sinalizadas. O número de emergência médica é o 112, tal como em Portugal.
Budapeste é um destino tranquilo para famílias com crianças. Os condutores são bastante civilizados (param sempre nas passadeiras), mas é preciso atenção acrescida junto ao Danúbio, já que alguns trechos não têm barreiras de proteção.
Para mulheres que viajam sozinhas, a cidade é considerada segura mesmo em caminhadas noturnas nas áreas centrais e bem iluminadas, sendo, contudo, prudente evitar ruas isoladas durante a noite e usar apenas táxis licenciados ou aplicações de transporte para deslocações tardias.
Alojamento em Budapeste
Budapeste oferece opções de alojamento para todos os gostos e orçamentos, desde hotéis de luxo e apartamentos elegantes a hostels económicos e airBnB familiares. Escolher bem o bairro onde ficar pode fazer toda a diferença na experiência de viagem, especialmente numa cidade dividida em duas margens tão distintas como Buda e Peste.
Para quem visita a cidade pela primeira vez, Peste é a escolha mais prática, já que concentra a maior parte das atrações turísticas, restaurantes, cafés e vida noturna. No distrito V (Belváros), fica próximo do Parlamento, da Basílica de Santo Estêvão e das margens do Danúbio. Já o distrito VI (Terézváros) e o distrito VII (Erzsébetváros, no bairro judeu) conjugam proximidade do centro, hotéis modernos e uma vida cultural e gastronómica intensa.
Buda, na margem oposta, oferece um ambiente mais calmo e residencial, mas fica mais longe de tudo, incluindo do aeroporto. Eis algumas opções de alojamento com boas classificações e muito centrais:
- Prestige Hotel Budapest (****), um elegante hotel perto do rio e do Parlamento
- Eurostars Embassador (****), para uma estadia sofisticada a um passo da Avenida Andrássy
- Impulso Fashion Hotel (****) ou The Honest Budapest by Chic & Basic (****), para orçamentos médios
- Adagio Downtown Rooms ou Ibis Budapest City (***), centro de Peste para orçamentos mais apertados
- Avenue Hostel ou The Hive Party Hostel, para mochileiros
Comer em Budapeste
A gastronomia húngara é reconfortante, com pratos algo pesados, perfeitos para enfrentar os invernos frios. Entre as especialidades mais conhecidas está o goulash (gulyás), uma sopa espessa com carne, que mais parece um guisado, o pörkölt (estufado de carne), o lángos (massa frita coberta com queijo e natas azedas que parece uma pequena pizza) e o halászlé (sopa de peixe picante). Para acompanhar, nada como um copo de vinho Tokaji ou uma cerveja local.
No que respeita à doçaria, destaca-se o rétesi, uma espécie de strudel, e a torta Dobos, considerados símbolos nacionais. Entre os lugares para comer um doce, destaque para o elegante e histórico New York Café e o antiquíssimo Café Gerbeaut (provem a torta com o nome da casa). No lado Buda do rio, procure o Rétesvár, uma pequena confeitaria especializada em vários tipos de strudel.
O Mercado Central de Budapeste é ótimo para experimentar petiscos típicos e comprar produtos locais, enquanto o Bairro Judeu e a zona de Erzsébetváros para comer street food (sugiro uma visita ao Karaván, um recinto simpático com muitas opções de cozinhas na rua Kazinczy u., quase ao lado do famoso Szimpla Kert).
As opções vegetarianas são limitadas, mas aconselharam-nos o Kozmosz (Hunyadi tér 11) e o Napfényes, com duas localizações do lado Peste do rio.
O que visitar em Budapeste
Três dias bem planeados são suficientes para conhecer o essencial de Budapeste e sentir o pulsar da cidade. Entre passeios pelas margens do Danúbio, visitas a edifícios monumentais e momentos de descanso nos famosos banhos termais, há muito para ver e fazer. Eis 10 atrações que gostará de incluir no roteiro:
- Parlamento Húngaro (lado Peste)
- Basílica de Santo Estêvão (lado Peste)
- Parque da cidade (lado Peste)
- Castelo de Buda (lado Buda)
- Bastião dos Pescadores…
- …e vizinha Igreja de S. Matias (lado Buda)
- Mercado Central (lado Peste)
- Banhos Termais Széchenyi (lado Peste)
- Avenida Andrássy e Ópera Estatal Húngara (lado Peste)
- Grande Sinagoga
Roteiro para três dias em Budapeste
Nós organizámos o nosso roteiro desta forma, em parte por causa do dia e horário que conseguimos agendar no Parlamento.
Dia 1 em Budapeste – Buda histórica
Comece a explorar a capital húngara no lado de Buda, a parte mais montanhosa e histórica da cidade. Suba até ao Castelo de Buda (séc. XV), classificado como Património da Humanidade pela UNESCO e antiga residência real. A entrada no recinto exterior é gratuita, mas o complexo inclui o Museu de História de Budapeste, a Galeria Nacional Húngara e o St. Stephen’s Hall, uma parte da residência real que é a parte mais bonita do castelo. Mesmo ao lado, encontra-se o Palácio de Sándor, residência oficial do Presidente da Hungria.
Siga depois para o Bastião dos Pescadores (construído entre 1895 e 1902 para homenagear a fundação do Estado húngaro), um dos miradouros mais fotogénicos da cidade, especialmente bonito ao nascer ou pôr do sol, e para a vizinha Igreja de Matias, com a sua impressionante arquitetura gótica e vista privilegiada sobre o Danúbio.
Na parte da tarde, explore os túneis e passagens do Labirinto do Castelo e rume ao Monte Gellért, onde a Citadella e a Estátua da Liberdade oferecem uma perspectiva diferente sobre Peste.
Para regressar ao outro lado do rio, atravesse a Ponte Széchenyi (Ponte das Correntes) ou a elegante Ponte da Liberdade, e termine o dia com um passeio de barco no Danúbio. A cidade iluminada vista da água é uma experiência bonita.
#Dica: se não quiser subir a colina até ao Castelo, pode apanhar um autocarro das linhas 16, 16A e 116. Existe também um funicular do século XIX, mas o preço não justifica a experiência, na minha opinião. Temos um funicular tão giro e muito mais barato em Braga, no norte de Portugal.
Dia 2 em Budapeste – Peste monumental
O segundo dia começa no coração de Peste, com a visita ao majestoso Parlamento Húngaro, um dos edifícios mais icónicos da Europa, cuja fachada gótica e imponente cúpula dominam a margem do rio. Escrevi um artigo com pormenores sobre aquela visita: Parlamento de Budapeste, uma bela aula de História
A poucos passos, encontra-se o Memorial dos Sapatos na Margem do Danúbio, recordando os judeus que eram obrigados a tirar o calçado antes de serem mortos junto ao rio. Criado em 2005, o memorial é composto por cerca de 60 pares de sapatos, de diferentes tipos e tamanhos, uma recordação que comove todos quantos o visitam.
Siga depois até à Praça da Liberdade, onde se ergue o controverso Memorial das Vítimas da Ocupação Alemã, rodeado por outros edifícios de interesse histórico, nomeadamente de Art Noveau.
A partir daí, percorra a elegante Avenida Andrássy, classificada como Património da Humanidade em 2002, com paragem na Ópera Estatal Húngara. Continue até à imponente Praça dos Heróis, palco de momentos históricos, que homenageia as sete tribos fundadoras da Hungria. Considerada uma das principais praças de Budapeste, a praça abriga Museu de Belas Artes e o Palácio da Arte (Műcsarnok).
Entre depois no vizinho Parque da Cidade (Városliget) para explorar os seus lagos, jardins e o encantador Castelo Vajdahunyad, cujo recinto acolhe o Museu da Agricultura Húngara e o Museu dos Transportes.
Ao final da tarde, relaxe nos famosos Banhos Termais Széchenyi, uma das muitas joias deste parque. Budapeste é a capital com maior número de spas do mundo e as Termas de Széchenyi são as maiores, com 21 piscinas, diversos tipos de banho e tratamentos.
Para terminar o dia, mergulhe na vida boémia da cidade, num dos lendários bares das ruínas, com destaque para o Szimpla Kert, repleto de recantos criativos, música e boa energia. Outros ruin bars populares são o Instant (famoso pela sua decoração psicadélica), Fogasház (com pista de dança e galeria de arte), Dürer Kert ou o Mazel Tov, que dizem ser um pouco mais sofisticado.
#Curiosidade: a Avenida Andrássy é atravessada pela linha amarela M1 (Vörösmarty tér), a linha de metro mais antiga do mundo, a seguir à de Londres.
Dia 3 em Budapeste – Espiritualidade, história e natureza
O último dia de viagem começa na Basílica de Santo Estêvão, o maior templo católico da Hungria, que guarda uma relíquia do padroeiro do país e oferece, a partir da sua cúpula, uma vista de 360° sobre Budapeste.
Siga depois para o Bairro Judaico, coração da vida cultural e gastronómica alternativa da cidade, onde se destaca a imponente Grande Sinagoga (século XIX), a segunda maior do mundo, com o seu pátio memorial dedicado às vítimas da Shoá. Infelizmente não visitámos o templo, porque achámos o preço do bilhete exorbitante (o triplo do que se paga para visitar a basílica).
Para quem tem particular interesse no período da Segunda Guerra Mundial, vale a pena visitar o Museu do Holocausto, um espaço de memória marcante ou fazer uma visita guiada no bairro judaico. Não muito longe, explore o movimentado Grande Mercado Central (1897), perfeito para comprar lembranças, produtos típicos e experimentar especialidades húngaras.
Termine o dia de forma relaxada na Ilha Margarida, um oásis verde no meio do Danúbio, ideal para passear a pé ou de bicicleta entre jardins, fontes e ruínas históricas. Não existem muitas atrações na ilha, mas algumas das principais incluem a Torre da Água, o Jardim Japonês, as ruínas do Mosteiro Franciscano ou do Convento Dominicano.
Ao fim-de-semana, não há melhor local para “ser” húngaro e este é o cenário perfeito para se despedir de Budapeste com tranquilidade, absorvendo o charme e a serenidade que a cidade também sabe oferecer.
#Curiosidade: na basílica repousam dois tesouros para os húngaros: a mão incorrupta do primeiro rei e o túmulo de Ferenc Puskás, “o único futebolista com talento na história da Hungria”, de acordo com o nosso guia; demonstrando muito amor pelo desporto rei.
Passeios nos arredores de Budapeste
Se tiver mais tempo disponível, nos arredores de Budapeste existem pequenas joias históricas e naturais facilmente acessíveis de comboio, barco ou excursão organizada, permitindo descobrir diferentes facetas da Hungria para além da capital.
Uma das opções mais populares é Szentendre, a cerca de 40 minutos de comboio da capital (apanhe-o na estação Batthyány ter), conhecida pelo seu centro histórico colorido, ruas empedradas e atmosfera artística. É um destino perfeito para um passeio de meio dia, combinando galerias de arte acolhedoras, pequenas lojas de artesanato e cafés junto ao Danúbio.
Várias outras cidadezinhas se espraiam ao longo do rio, proporcionando um passeio simpático na curva do Danúbio (Danube’s bend).
Outra sugestão é Esztergom (cerca de 1 hora de carro), antiga capital da Hungria e sede da maior basílica do país. A vista da cúpula sobre o rio e a ponte Maria Valéria, que liga a cidade à vizinha Eslováquia, tornam a visita memorável.
Se viajar no verão, o “mar da Hungria”, que é como quem diz o Lago Balaton, é um excelente refúgio para banhos. Mais afastado de Budapeste (1h30 a 2h), a região inclui praias de água doce, aldeias pitorescas e quintas que produzem vinhos brancos de qualidade (veja Excursão com degustação de vinhos em Etyek).
Budapeste com crianças
Budapeste é uma cidade amiga das famílias, com muitos espaços ao ar livre, ideais para libertar energia, e vários museus e atrações com programas interativos pensados para as crianças. Veja a lista dos 10 melhores parques infantis da cidade, de acordo com o turismo local.
O Parque da Cidade é um bom ponto de partida, com relvados, o Castelo Vajdahunyad que parece saído de um conto de fadas, e o Zoo e Jardim Botânico de Budapeste, um dos mais antigos do mundo. Ali é possível alugar um barco no verão ou patinar no gelo no inverno. Os Banhos Termais Széchenyi poderiam ser interessantes, mas li que as regras estão para mudar e o acesso passará a ser interdito para menores de 14 anos.
Outra opção muito popular é o Museu Ferroviário Húngaro, onde os pequenos podem subir a locomotivas antigas e até conduzir mini comboios. A Ilha Margarida é perfeita para um piquenique ou passeio de bicicleta, com espaços infantis e até uma pequena quinta pedagógica. Um passeio de barco pelo Danúbio é sempre um sucesso entre as crianças.
Os mais velhinhos poderão achar piada à House of Houdini, dedicada à vida do famoso ilusionista que nasceu em Budapeste e fez nome nos Estados Unidos. Entre o Castelo de Buda e a Igreja de S. Matias, o espaço é pequeno e inclui um pequeno espetáculo de magia no final. Embora seja uma atração cara, o meu adolescente gostou muito desta atração.
E que tal um workshop para fazer os omnipresentes chimney cakes? Provavelmente foram inventados na vizinha Roménia, mas os húngaros tomaram-lhe o gosto e hoje estão por todo o lado.
Já visitaram Budapeste? Do que gostaram menos e mais na cidade? Têm alguma dúvida ou sugestão a acrescentar a estas dicas? Acrescentem nos comentários, para o benefício de todos os leitores.