Fomos conhecer o maior jardim oriental da Europa: o Bacalhôa Budha Eden. Onde? No centro de Portugal, bem perto de Óbidos

Na pacata vila do Bombarral, a cerca de 70 km de Lisboa, lado a lado com vinhedos e árvores de fruto, o Bacalhôa Budha Eden nasceu para protestar contra a bárbara destruição dos Budas Gigantes de Bamyan, no Afeganistão (2001).

Foi crescendo em tamanho e conceito, para hoje se definir como um jardim da paz, que enaltece a arte contemporânea e coloca, lado a lado, símbolos religiosos de várias fés, num apelo à tolerância e reconciliação.

O Bacalhôa do nome explica-se em dois tempos: o jardim está integrado numa exploração vinícola com 100 hectares, a Quinta de Loridos, sendo que o jardim ocupa 35 ha dessa área. O vinho que se produz aqui e noutros pontos do país pertence à Bacalhôa, empresa que para além disso faz espumantes (pelo método clássico, artesanal), aguardentes e moscatéis bem docinhos.

A imponência do solar denuncia inspiração italiana e o seu passado histórico, que remonta ao século XV. Entretanto, a quinta foi comprada pela Bacalhôa Vinhos de Portugal em 1989, e o comendador Joe Berardo iniciou o projecto botânico-artístico. Aliás, nós percebemos o fascínio do empresário pelo Oriente em outros locais, nomeadamente no Jardim Monte Palace, na ilha da Madeira (post aqui).

Nada de álcool por hoje, que estou a conduzir. Portanto, entramos no belo jardim e recebemos as doiradas boas-vindas dos budas que enfeitam, ainda longe, mas já perfeitamente imponentes, a escadaria central. O maior está preguiçosamente deitado, uma pachorrice de 21 metros!

Diz-se que foram utilizadas cerca de seis mil toneladas de pedra, mármore e granito, para conceber este Éden que se estende por recantos orientais, do lago central com os míticos e auspiciosos peixes koi, passando por trilhos hindus e um exército de 700 guerreiros de terracota, em homenagem aos originais de Xian, que vão mudando de cor. No momento da nossa visita, eram de um azul vivo…

Noutro ponto do jardim entramos numa dimensão africana, com espécies exóticas esculpidas em metal e um jardim de estátuas que homenageiam a tribo Shona do Zimbabwe, que crê existir um espírito vivo em cada pedra, que se liberta sob as mãos do escultor.

Seguimos depois para uma área mais contemporânea: são centenas de instalações e esculturas, à sombra de um milhar de palmeiras, semi-escondidas entre as flores ou a vegetação…. Vimos por lá uns candelabros medonhos da Joana Vasconcelos (lamento, não consigo gostar da sua obra) e um másculo torso esculpido por Fernando Botero.

De acordo com a minha querida Joana, que nos acompanhou neste dia feliz, há sempre novidades no jardim. Se ela o diz, eu acredito, porque visita o Budha Eden religiosamente, todos os anos. Bem a entendo: este é um lugar maravilhoso para meditar, passear em família, conhecer os múltiplos nomes de Buda ou simplesmente ler um livro.

Site: aqui | Horário: todos os dias, excepto 1 de Janeiro e 25 de Dezembro 9h00-18h00 | Bilhete: 5€ adulto, grátis para crianças até aos 12 anos, 4€ comboio (preços de 2018)

Coordenadas GPS: 39°16’33.24″N | 9° 8’24.23″O

Como chegar: na autoestrada A8, apanhar a saída 12, virar à esquerda, segunda saída na rotunda seguinte e depois é seguir as setas. | Tem um grande parque de estacionamento gratuito

Quando visitar: Primavera e Outono são a melhor altura. No Verão, as temperaturas podem dificultar a visita, ainda que exista a opção de comboio, com três paragens. Some este passeio a uma visita à charmosa vila de Óbidos ou ao belo mosteiro da Batalha.

Onde comer: não são permitidos piqueniques. O jardim possui restaurante e um café. A cerca de 2 km, existe um parque de merendas, junto do Santuário do Bom Jesus do Carvalhal

 

 

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