No extremo nordeste de Marrocos, Saidia é uma cidade costeira e estância balnear que se popularizou nos últimos anos, próxima da fronteira com a Argélia.

Estou plantada numa espreguiçadeira numa praia de Saidia a olhar para um inverosímil mar, azul cobalto. É o Mediterrâneo. Esperava-o mais quente, o frio parece ter-se entranhado nestes ossos de meia idade.

Só de o espreitar ocasionalmente, por entre o torpor da preguiça, já me consola a alma. Uma brisa disfarça o sol abrasador e, de qualquer forma, estou protegida debaixo de um guarda-sol de palha, enquanto os homens da minha vida se derretem atrás de uma bola.

Estou há uma semana sem qualquer aparelho electrónico, sem consultar sequer o email (a esta hora já deve estar entupido), e não lhes sinto a falta. Talvez por isso os dias pareçam mais longos.

 

Fui mais turista do que viajante esta semana, num hotel grande da cadeia Be Live, com a habitual animação de Verão: música, ginástica, mini disco depois do jantar…

Saidia pode ter sido “descoberta” há poucos anos pelos europeus, talvez por causa da instabilidade da Tunísia, mas já está massificada, como prova a minha pulseira fluorescente “tudo incluído”, os cocktails e o buffet internacional.

Escapa o Bar Marrocan Rif, onde nos refugiamos depois das refeições para um tradicional chá de hortelã. Faz bem à digestão e vem acompanhado de uns tentadores bolinhos marroquinos. Gosto! Podem espreitar mais detalhes sobre a cozinha marroquina aqui.

passeio de dromedário em Saidia
A minha primeira tatuagem de henna.

A minha primeira tatuagem de henna.

 

Entretanto devorei A Ilha das Garças, da Sue Monk Kidd, em pequenas doses, saboreando devagar estranhas lendas sobre sereias. Há tanto tempo que não lia um livro sem ser por obrigação…

Pouco depois o meu marido elogia o bronzeado que contrasta com o meu biquíni azul. “Pareces uma sereia”. A coincidência é desconcertante porque o Miguel nunca usou este termo e é muito pouco afoito a poesia, metáforas e palavras de um modo geral.

A semana esgota-se por entre mergulhos e passeios – afinal o areal dourado prolonga-se por 14 km  -, sestas, aulas de salsa, beijinhos e muito protector solar. Tudo muito bom, excepto o facto dos funcionários/animadores só entenderem francês e um pouco de espanhol. É que alguém na família precisa de praticar inglês.

Saidia vale a pena? Não é a estância balnear mais maravilhosa do universo, mas é um destino próximo e económico. Para descansar pode ser muito bem o que se precisa.

 
 

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