Com dois milénios de história, a capital do Minho tem atracções para todas as idades. Vamos conhecê-la através dos olhos de um pequeno explorador já vosso conhecido: o Pedro

Os romanos chamaram-lhe Bracara Augusta, em honra do seu imperador. Os pais de D. Afonso Henriques, nosso primeiro rei, ordenaram a construção da Sé, originando uma das urbes cristãs mais antigas do mundo.

Braga, uma das cidades mais jovens da Europa mas onde as tradições ancestrais continuam vivas e de boa saúde, tem três momentos muito significativos ao longo do ano: a Semana Santa, a Braga romana (em Maio) e o S. João (Junho). A pensar nos milhares de pessoas que a visitam, sobretudo naquelas ocasiões, o município preparou vários roteiros turísticos, que podem consultar aqui.

Nós testamos o roteiro juvenil estes dias. Venham daí para um percurso leve e divertido, que inspirou o post de hoje.

Tudo começa no Arco da Porta Nova, onde outrora os arcebispos recebiam a chave da cidade, fazendo depois a sua entrada triunfal. Esta porta foi a última a ser rasgada na muralha medieval (entretanto desaparecida) há mais de 500 anos, ficando conhecida como “a nova”. Mas, de facto, não existe porta nenhuma, daí o ditado “bem se vê que és de Braga, deixas sempre a porta aberta”.

Dica gulosa: ao pé do Arco da Porta Nova existem duas casas muito tentadoras: as Tíbias de Braga e The Cheesecake Story.

Não muito longe fica a Rua da Violinha, uma das mais estreitas da cidade, onde os vizinhos conversam à janela como antigamente. Há lá coisa mais genuinamente portuguesa? E dali à Sé de Braga são dois passos. Já se sabe, ir a Braga e não conhecer a Sé é o mesmo que ir a Roma e não ver o Papa (embora não seja assim tão fácil vê-lo na cidade eterna como o adágio popular quer fazer parecer).

Porque esta igreja é muito velhinha, serve de termo de comparação. “É tão velho como a Sé de Braga” quer dizer que estamos a falar de algo muuuuuito antigo, ou não fosse esta a primeira a ser construída em território nacional. Lá dentro, uma das peças mais curiosas do Tesouro é um par de sapatos do arcebispo D. Rodrigo: para além de pequeníssimos, ainda tinham saltos altos! Mais igrejas para conhecer em Braga aqui.

Seguimos neste caminho bracarense até ao Largo do Município, para a fotografia da praxe junto do nome garrafal da cidade, e também para conhecer dois edifícios emblemáticos. De um lado a actual Câmara Municipal e, em frente, o Paço, antiga residência dos arcebispos, hoje propriedade da Universidade do Minho.

 

Braga é tão visitada durante a Semana Santa, que encontrámos o primeiro-ministro (António Costa) perto da Sé

 

Uma pausa no Jardim de Santa Bárbara, que já recebeu vários prémios, mas que hoje está despido. Não há flores que resistam a três semanas de chuva intensa, granizo e trovoada. Mas tenho algumas fotos antigas para mostrar ao Pedro, incluindo uma em que estou grávida e rodeada de flores. A imagem é tão colorida que quase sentimos o perfume que o jardim exala.

Ainda há tempo para um salto à Igreja Nova de Santa Cruz, de onde saem alguns dos mais importantes andores das procissões durante esta Semana Santa. Diz a lenda que quem encontrar na fachada dois galos esculpidos tem casamento garantido para breve. Ups, acontece que a fachada está toda tapada para restauro. Portanto hoje não há galos para ninguém!

“Também é muito cedo para me casar”, remata o nosso explorador com um encolher de ombros.

O vento cortante arrastou mais nuvens, o céu cada vez mais escuro ameaça chuva, mas nós encontramos refúgio. Primeiro na Casa dos Crivos – ou a casa do filtro solar, porque estas grades protegiam as famílias da luz, do calor e da bisbilhotice alheia – que hoje funciona como galeria de exposições e tem entrada gratuita. E depois na Torre de Menagem, a sobrevivente da antiga muralha, cuja exposição (gratuita, iupi!) conta toda a história da cidade…

 

 

Terminamos este roteiro na sala de visitas da cidade, junto do Edifício da Arcada, antigo lugar de comércio que se tornou ponto de encontro de amigos.

– “Vais ao S. João? Sim? Encontramo-nos nas arcadas, às tantas horas”.

O roteiro termina no Museu Nogueira da Silva, com os seus labirintos e fontes. Queríamos encontrar o peixinho do jardim, mas a chuva trocou-nos as voltas. Não nos queixamos, porque ela faz muita falta, e toca a correr para o carro que não temos guarda-chuva.

Dica: este roteiro com a chancela do Pedrito é muito económico. Apenas pagamos bilhete para entrar na Sé (5€/adulto com acesso ao Tesouro museu; grátis para crianças até aos 12 anos). Se chegássemos a visitar o Museu Nogueira da Silva, o preço do bilhete seria de 2€ (adulto) e grátis para crianças até aos 14 anos. Preços de Junho de 2018

 

 

Planeie a sua próxima viagem

Faça as suas reservas através dos links parceiros. Não paga nem mais um cêntimo e para mim faz toda a diferença

  • Encontre os melhores hotéis no  Booking. É onde eu faço as minhas reservas
  • Se precisa de transporte próprio, alugue um carro com a Rentalcars 
  • Reserve os seus bilhetes para monumentos e tours, evitando filas, usando o Get your Guide 
  • Faça um seguro de viagem com a Iati seguros (beneficia de 5% de desconto com este link).

Este post pode conter links de afiliados