O que fazer em Viena com crianças? Correr em jardins imperiais, explorar labirintos, apreciar belos cavalos espanhóis, conduzir uma orquestra ou fazer um cruzeiro no rio que inspirou uma valsa… definitivamente, a capital austríaca não é um lugar monótono

Numa cidade grande, histórica e com um património avassalador como Viena, facilmente nos perdemos numa espiral de museus e palácios. Claro que estes também são interessantes para as crianças, mas com peso e medida. Por exemplo, leve as crianças a conhecer O Beijo, no Palácio de Belvedere (post aqui) ou ao Museu de História Natural.

A capital austríaca pode ser bem divertida, se intercalarmos essas visitas com pausas para brincar, ouvir um músico na rua e comer um gelado. Espreitem as nossas sugestões para tornar o roteiro na capital austríaca mais leve e alegre, com a habitual chancela de um menino curioso vosso conhecido, de seu nome Pedro.

MUSEU DAS CRIANÇAS no Palácio de Schonbrunn

No vasto complexo de Schonbrunn existe uma ala infantil, onde se percebe como é que as crianças de sangue azul viviam no tempo da imperatriz Maria Theresa. Há por ali brinquedos antigos, fatos seculares e muitos recantos para explorar.

Seria de esperar que o Pedro achasse divertido vestir os trajes daquele tempo, mas não, ele não se fascina com príncipes e princesas. Já os puzzles 3D em madeira prenderam o rapaz de uma forma, que se tornou problemático arrastá-lo dali. Deve ser giro festejar ali o aniversário.

Kindermuseum: site | Horário: todos os dias das 10h-17h00 |Bilhete conjunto museu+labirintos: 11€ (adulto), 7,5€ (criança)

 

JARDINS DE SCHONBRUNN

Viena tem grandes parques, ideais para um piquenique e para os miúdos correrem soltos. É o caso do elegante Stadtpark, onde mora um Johann Strauss dourado com o seu violino, ou o Volksgarten com a sua linda colecção de roseiras.

Mas os jardins do Palácio de Verão, abertos ao público em 1779, ganharam o coração do Pedro graças a uma combinação vencedora: labirintos e parque infantil com uma mini-escavadora.

Com mais de um quilómetro de extensão, os jardins têm muito para ver, incluindo o Jardim Zoológico mais antigo do mundo (os zoos deprimem-me profundamente, pelo que não visitámos), Teatro de Marionetas, um Museu das Carruagens, entre outras atracções.

Dica: junto do parque infantil há uma fonte de água potável, bem fresquinha, para encher as garrafas.

ESCOLA ESPANHOLA DE EQUITAÇÃO

Os cavalos espanhóis Lipizzaner, pretos até os oito anos, idade em que a maioria se torna branco, chegaram à corte vienense no tempo do imperador Maximilian II. Pouco depois foi criada a Escola Espanhola de Equitação, junto ao Palácio de Hofburg (aqui), fiel à doma clássica, técnica que se mantém há mais de 400 anos.

Em 1735, foi inaugurada a Escola de Inverno, uma impressionante sala barroca, destinada ao ensino dos jovens aristocratas. Ainda hoje, se realizam ali espectáculos equestres, ao som de música clássica, bastante procurados pelos turistas. Nós assistimos a uma das apresentações de Verão (mais breves) e o Pedrinho gostou muito da exuberância dos cavalos adultos e das traquinices dos mais pequenos.

Já eu achei um pouco cansativo estar tanto tempo em pé, já que recomendam que nos encaminhemos para o recinto com meia hora de antecedência. É a velhice…

Spanish Riding School: site | Bilhete para o espectáculo de Verão: 9,60€ (em pé), entrada permitida a crianças apenas a partir dos 3 anos (não percebi esta regra…), em época normal, os bilhetes vão dos 28€ (adulto em pé) até aos 164€.

CASA DA MÚSICA

Viena atrai jovens músicos de todo o mundo, incluindo o Pedro que se vem revelando um pianista promissor. Esse foi um dos motivos pelos quais assistimos ao entusiástico Vienna Mozart Concert  e seguimos os passos do compositor na capital austríaca (aqui).

Nestas andanças incluímos também a Casa da Música, um museu interactivo super divertido tanto para miúdos como para graúdos, para músicos e leigos. Num edifício onde foi fundada a Orquestra Filarmónica de Viena (1842), este centro musical permite-nos “ouvir, ver, sentir e experimentar música”.

Uma escada cujos degraus são teclas de piano, um jogo de dados que resulta na composição de uma valsa, hologramas com bustos de grandes compositores e a hipótese de conduzir a Orquestra Filarmónica da cidade foram os momentos preferidos do meu filho.

Juntei um pequeno vídeo com alguns desses momentos, no final poderão ver como se portou como maestro… apesar de algumas falhas no tempo, conseguiu terminar a missão sem que os músicos o interrompessem e mandassem para “la cucaracha”!

Hausdermusik: site | Horário: todos os dias das 10h-22h00 |Bilhete: 13€ (adulto), 9€ (adulto com Viena City Card, 6€ (3- 12 anos)

 

CRUZEIRO NO DANÚBIO

Um talentoso vienense, de seu nome Johann Strauss, compôs um hino a este rio que nasce na Floresta Negra, banha quatro capitais europeias e depois se lança nos braços do Mar Negro, catapultando o charme do Danúbio para a estratosfera da poesia.

Diz-se que a sua valsa foi inspirada numa viagem de barco neste rio – que, convenhamos, é mais verde que azul – que dita o ritmo de Viena, Bratislava, Budapeste e, finalmente, Belgrado. Nós conhecemos um trecho deste vale num cruzeiro da Vienna Sightseeing que nos levou até Melk. Até escrevi um post sobre o cruzeiro fluvial, Melk e a sua abadia maravilhosa.

O Pedro gostou muito deste passeio, onde conheceu o pequeno Edward (hope to see you in Australia, mate) e comeu uma sanduíche gigante, antes de desembarcar sob uma chuvada torrencial. Felizmente tinha as nossas capas de chuva na mochila e sobrevivemos incólumes à surpresa.

Vienna Sightseeing: site | Duração do cruzeiro: cerca de 8 horas, com guia em alemão, inglês e espanhol |Bilhete: 79€ (adulto), 35€ (3- 12 anos)

PRATER

Terminamos este roteiro infantil, mas ao gosto de um já pré-adolescente, no Prater. A mancha verde ocupa cerca de 1,2 hectares entre o rio Danúbio e o canal e, para além de um planetário e uma mini-estação de comboios, fica ali o mais famoso parque de diversões da cidade.

Carrosséis, casas de terror, carrinhos de choque, um museu do chocolate e uma pequena filial da Madame Tussauds, montanhas-russas… há por ali diversões para todas as idades.

A protagonista do Prater é a roda gigante (Wiener Riesenrad) inaugurada em 1897, para comemorar o Jubileu do imperador Franz Joseph. A roda gigante de 60 metros funciona há mais de um século, sobrevivendo a grandes catástrofes naturais e conflitos.

Nos últimos dias da II Guerra Mundial foi bombardeada e metade das suas cabines não chegaram a ser recolocadas, permanecendo no chão, numa exposição que retrata Viena em diferentes épocas: império romano, Idade Média, guerra contra os turcos, Exposição Mundial de Viena, guerras mundiais…

A roda gigante onde Orson Welles fez de vilão (The Third Man, 1949) permanece charmosa, com a pátina que só o tempo oferece, e com vistas deslumbrantes sobre a capital austríaca.

Prater: site | Horário: aberto 24 horas |Entrada no parque grátis, atracções pagas individualmente | Bilhete roda gigante: 9,50€ (adulto), 8,50€ (adulto com Vienna City Card), 4€ (3- 14 anos), grátis com o Vienna Pass

** valores de 2018

 

 

Planeie a sua próxima viagem

Faça as suas reservas através dos links parceiros. Não paga nem mais um cêntimo e para mim faz toda a diferença

  • Encontre os melhores hotéis no  Booking. É onde eu faço as minhas reservas
  • Se precisa de transporte próprio, alugue um carro com a Rentalcars 
  • Reserve os seus bilhetes para monumentos e tours, evitando filas, usando o Get your Guide 
  • Faça um seguro de viagem com a Iati seguros (beneficia de 5% de desconto com este link).

Este post pode conter links de afiliados