Deixe-se encantar com a elegância barroca da capital da Áustria, a sua qualidade de vida, os generosos espaços verdes, a riqueza histórica, a tradição musical e a confeitaria digna de um imperador. Nós damos uma mãozinha com o seu roteiro em Viena

É amante de arte? Aproveite um quarteirão inteiro de museus e uma atmosfera cosmopolita. Amante de música? Não perca uma noite na ópera ou um dos muitos concertos que acontecem diariamente. Amante de história? Visite um dos elegantes palácios dos Habsburgos.

Bom garfo? Desfrute da tradicional cultura do café, património imaterial da UNESCO, num dos cafés históricos onde grandes pensadores europeus passaram longas horas em proveitoso debate. Há ainda muitas actividades interessantes para fazer em Viena com crianças.

Em 3 ou 4 dias, não conhecerá tudo o que Viena tem para oferecer, mas a vida é feita de escolhas, e já ficará com uma visão geral sobre esta que é também a capital mundial da música, numa curva do Danúbio.

Ao longo do post há links para os sites oficiais das atracções, onde encontrará informações actualizadas sobre horários de abertura e valores das entradas.

 

DIA 1 – Centro Histórico

Comece o dia com sabedoria, com um pequeno-almoço maravilhoso no Café Central, aproveitando as dezenas de jornais internacionais e as tortas vienenses. Dali ao Palácio de Hofburg é um instante. Reserve pelo menos duas horas para visitar os apartamentos imperiais e o Museu da Sissi e siga para a Spanish Riding School, se conseguir encaixar um dos seus espectáculos equestres no programa.

À saída da escola espanhola de equitação, dirija-se para a Praça dos Heróis (Heldenplatz) coroada pelo Príncipe Eugénio de Saboia, contorne o Palácio Neue Burg (onde funciona a Biblioteca Nacional) até ao Burggarten, jardim onde ergueram uma estátua de homenagem a Mozart.

Descanse um pouco, fotografe o génio musical, ou siga para a Albertinaplatz, onde encontrará o Museu Albertina e roulottes onde pode provar a Käsekrainer, a tradicional salsicha recheada com queijo Emmental.

Se gosta de arte, verá que o Museu Albertina é imperdível. Este antigo palácio hoje dá abrigo a todos os grandes nomes da arte moderna: Chagall, Cézanne, Degas, Magritte, Monet, Renoir, Modigliani, Klimt, Munch, Kandinsky, Miró, Picasso, Matisse! A minha amiga Juli, do blog Turistando.in, escreveu um post detalhado sobre este espaço museológico: Conhecendo o Museu Albertina em Viena.

Se a sua onda são as lojas, as compras e os músicos de rua, siga para a animada Kärntner Strabe, a rua pedonal que o conduzirá também à Catedral de Santo Estevão, o edifício gótico mais importante da cidade com um lindo telhado colorido. A entrada na igreja é gratuita, terá que pagar entrada apenas se quiser subir às torres ou descer às catacumbas. Junto à catedral também é possível fazer um passeio de carruagem.

Se lhe sobrar energia, termine o dia com um refrescante spritzter (vinho branco e água gaseificada ou soda) na Rathausplatz, a praça da Câmara Municipal com uma programação de Verão simpática.

DIA 2 – Palácio de Verão e parque de diversões

Palácio de Schonbrunn, frequentemente comparado a Versailles, é um lugar bastante frequentado, pelo que aconselho chegar logo após a abertura, antes das multidões. Fizemos o Grand Tour, mais longo, neste magnífico espaço barroco reconstruído no século XVIII, o período de oiro do império austro-húngaro.

Depois explorámos os jardins com as suas grandes avenidas geométricas, incluindo a área dos labirintos e o Museu das Crianças (pagos à parte). Na verdade, é possível passar ali um dia inteiro, visitando ainda o Museu de Carruagens Imperiais e o Tiergarten, o jardim-zoológico mais antigo do mundo.

De regresso a Viena, sugiro um saltinho ao Hundertwasserhaus, um projecto arquitectónico contemporâneo, ali entre a Löwengasse e a Kegelstrasse. O conjunto de edifícios que nos fazem lembrar Gaudí, com as suas curvas, cores e assimetrias, foi concebido pelo pintor austríaco Friedensreich Hundertwasser, que também mora ou morou ali.

Nesta rua colorida fica também o Hundertwasser Village, um pequeno shopping no mesmo estilo inusitado, com muitas lembrancinhas da cidade, e o Museu Hundertwasser, com obras do peculiar artista que costumava usar uma meia de cada cor e despir-se em público.

O final da tarde faz-se no Prater, o parque de diversões gigante do outro lado do rio, com a roda gigante mais velhinha do mundo. Quem viaja com crianças passará ali muitoooo tempo.

DIA 3 – Dia da Música

Comece este terceiro dia no Belvedere, para conhecer a obra-prima de Klimt, mas também passear nos jardins. Depois rume até ao centro da cidade para um passeio musical que começa com uma visita guiada à Ópera.

Estivemos em Viena no pico do Verão, quando a Vienna State Opera está de férias, portanto quisemos pelo menos conhecer os bastidores deste palco mítico. O edifício é lindo, com uma escadaria monumental, decoração renascentista, uma sala de chá com tapeçarias valiosas e um foyer inspirado na Flauta Mágica.

Dali siga para a Casa da Música, o museu interactivo pensado para “ouvir, ver, sentir e experimentar música”, no edifício onde foi fundada a Orquestra Filarmónica de Viena no século XIX. Se a música é um dos motivos da sua visita a Viena, poderá visitar ainda a Casa do Mozart. Apesar de não ter objectos pessoais, o museu permite entender o percurso do músico na cidade e o contexto da época.

Ora um dia musical só podia terminar de uma forma: com um belo concerto. Nós assistimos a um Vienna Mozart Concert, pela Wiener Mozart Orchester, no lindíssimo salão dourado do Musikverein. Mas as opções são muitas, na cidade que concentrou o maior número de compositores do mundo. Por ali passou Mozart, Beethoven, Schubert, Salieri, Brahms… para além de ser a terra natal de uma dinastia de Strauss.

DIA 4 – Day tour no Danúbio

Caso tenha mais um dia disponível na cidade, pode optar por conhecer um pouco melhor o vale de Wachau, onde o Danúbio é particularmente charmoso. A região fica a noroeste da capital austríaca e foi classificada como paisagem cultural da UNESCO. Após visitar a região, a convite da Vienna Sightseeing, escrevi dois posts sobre o passeio: um sobre Durnstein e outro sobre Melk e a abadia que inspirou Umberto Eco.

Outra alternativa será dar um pulinho a Bratislava, já que a capital da Eslováquia fica apenas a uma hora de distância. Em breve faremos um post sobre essa experiência.

Caso escolha ficar em Viena, pode visitar um dos muitos museus do Museum Quartier, as instalações da ONU (fazem 3 visitas por dia), passear na região dos canais e comer no Naschmarkt, um mercado ao ar livre, que tem também vários restaurantes tradicionais. Tem outras sugestões? Deixe nos comentários.

 

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