Fez-se jornalista e viajante, depois tornou-se blogger, mas a sua primeira paixão continua a ser o surf. A prancha faz parte da sua bagagem regular, mas nem só de ondas se fazem as viagens desta menina de sorriso pronto.

A Marlene começou a surfar quando poucas mulheres o faziam, em Portugal. A paixão pelo surf levou-a a pontos do globo tão distantes como Costa Rica, Nicarágua, Sri Lanka ou Indonésia. A sede de mundo determinou também a escolha da profissão e o seu trabalho como jornalista levou-a também além-fronteiras.

Certo dia, mais precisamente a 2 de Janeiro de 2016, no rescaldo de uma passagem de ano intensa, ela tornou-se também uma contadora de histórias de viagem. Nascia o Marlene On The Move (vão espreitar!) um blog que une dois grandes amores: viagens e escrita.

Ali relata as viagens que faz e alguns dos momentos mais incríveis que viveu. Com isso pretende ajudar outros, incentivando-os a partirem à descoberta deste incrível planeta.

Se é verdade que o blog tem muitas dicas para os amantes de surf – gosto, em particular, do seu post Diz-me que surfista és, dir-te-ei que país surfar!  – os temas tratados não se esgotam na praia. A Marlene gosta muito do lado cultural dos países que visita, pelo que pode ali encontrar textos sobre o Museu Nacional de Arte Antiga de Lisboa, os mercados de Natal da Europa ou os templos budistas do Sri Lanka.

Vamos conhecer um pouco melhor esta lisboeta que se apaixonou pela Ericeira e adora livros de aventuras.

 

Marlene em Java, Indonésia

 

Nome  – Marlene Marques
Idade –
41
Profissão  –
Jornalista e autora do blog de viagens Marlene On The Move
Destino de sonho –
São muitos, mas no topo estão as ilhas Fiji e o Butão
Na mala não pode faltar – Um livro e a minha prancha de surf

 

Sabes explicar quando ou porquê nasceu esse “bichinho” das viagens?

Se pensar bem, acho que poderá muito bem ter nascido com o meu pai. O trabalho levava-o a viajar para várias partes do mundo. Tenho várias lembranças de infância de o levar e ir buscar ao aeroporto e imaginava sempre os destinos por onde ele andava.

Depois, quando comecei a trabalhar como jornalista, também eu comecei a viajar em trabalho, a visitar outros países. Nunca mais parei.

 

O surf é um dos teus pretextos favoritos para viajar. Qual foi o melhor spot de surf que já conheceste em viagem?

Sim, grande parte das minhas viagens têm a componente do surf. Adoro ir à procura das melhores praias e ondas do mundo! Terei que dizer que o melhor destino de surf que visitei foi, sem dúvida, as Mentawai. São um conjunto de ilhas na Indonésia que oferecem ondas de classe mundial. Tudo num ambiente super tropical e água quente, o que para nós, portugueses, é a cereja no topo do bolo.

 

Marlene no Sri Lanka

Pondo o surf de lado, que destino, cultura ou experiência te marcaram especialmente?

Acho que cada país, cada destino, é especial. Cada um traz-nos algo diferente. É-me sempre difícil escolher apenas um, mas se tiver que indicar um país que visitei até hoje e que me parece muito completo, diria o Sri Lanka. Para além de oferecer praias muito bonitas, tem um lado cultural e histórico muito forte, a comida é excelente e o povo muito simpático.

Quanto a uma experiência especial terá de ser o ter estado presente em Timor Leste nas comemorações do primeiro aniversário da independência, em 2003. Na altura fui em trabalho, acompanhando o Presidente da República e a comitiva portuguesa. Foi um privilégio incrível ter assistido in loco àquele momento. Ainda hoje consigo lembrar-me da felicidade estampada na cara dos timorenses.

 

Preferes viajar sozinha ou acompanhada?

Viajo quase sempre com o meu namorado e adoro! Somos muito parecidos. Quase nunca discutimos sobre para onde vamos ou o que queremos ver. Adoro partilhar com ele os momentos que vamos vivendo pelo caminho. Acho que tive muita sorte em achar o parceiro de viagem perfeito!

 

Marlene em Roma

 

Já apanhaste um susto a sério, durante uma das tuas deambulações pelo mundo?

Não, nunca. Até hoje, sempre correu tudo bem. Talvez a situação mais sensível em que já estive foi na Nicarágua. Quando visitei o país, em 2018, decorria o conflito entre o governo e a população, que teve origem nas manifestações estudantis. Encontrei as estradas bloqueadas, a capital quase a ferro e fogo, mas, por incrível que pareça, nunca me senti insegura, nem nunca fui abordada de forma agressiva. Até pelo contrário.

 

O que dirias a alguém que acha que viajar é perigoso?

Viajar é tão perigoso como andarmos na nossa própria rua. Há sempre imprevistos que podem acontecer e que não podemos controlar. Mas o mais natural é que corra tudo bem e que tenhamos boas experiências.

O maior conselho que posso dar é que comece por escolher um país de entre aqueles que são tidos como “mais seguros”. A maioria das nações europeias é assim. Depois, nada como fazer alguma pesquisa sobre o destino. Os blogs de viagens são fantásticos para isso. Para além de conterem muita informação, podem sempre acompanhar as experiências que os autores tiveram no local ou até colocar algumas dúvidas. A maioria dos bloggers de viagens tem todo o gosto em ajudar.

 

Achei que a Marlene Marques seria a convidada perfeita para (re)animar esta rubrica dos Amigos Nómadas. Outras mulheres inspiradoras se seguirão.

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