Sonhar com viagens é o primeiro passo para viver experiências incríveis e visitar lugares extraordinários. Amigos viajantes fornecem muita matéria-prima para estes sonhos, com os seus relatos e fotografias  

Uma viagem de mil milhas começa nos nossos pés, com um único passo, ensinou老子 (Lao Zi), o venerável mestre e fundador do taoísmo. Mas antes desse primeiro passo, existe o sonho, que comanda a vida (António Gedeão) e sem o qual nada mais somos que “cadáveres adiados que procriam” (Fernando Pessoa).

A minha lista de sonhos-viagem é longa e está em permanente mutação. Vários amigos viajantes contribuem para ela, com as suas aventuras. Desafiada pelo tema de Junho do projecto 8on8 “Viagens que me fizeram sonhar”, naveguei nas palavras de quatro amigas viajantes. Deixem-se inspirar por elas também.

Sonhar com o Japão

O Japão habita o imaginário de muitos viajantes graças a tradições milenares – com shoguns, samurais e ninjas -, e ao contraste destes costumes antiquíssimos com cidades ultra-modernas e tecnologia de ponta.

Pessoalmente, o que mais me encanta no país é a beleza subtil dos templos, emoldurados pela sakura, as delicadas flores de cerejeira. Sem esquecer a fascinante cultura japonesa, também ela feita de contrastes entre passado e futuro.

 

Sonhar com uma viagem ao Japão

© Let’s Fly Away

 

A Luciana Gorges, no seu blog Let’s Fly Away, tem imenso material para alimentar os sonhos de quem planeia visitar o Japão: há dicas sobre Tóquio, a agitada terra natal da Hello Kitty, e a vizinha Nara, património mundial da UNESCO. Pode ler o relato da sua visita ao belo Monte Fuji, um dos grandes símbolos da nação e aos templos maravilhosos e a floresta de bambu de Quioto.

Gostei, em particular, da sua visão do templo xintoísta Fushimi Inari, dedicado ao deus da agricultura ou deus do arroz e do saquê, com os seus toriis vermelhos:

Os famosos toriis se entendem por um túnel de 4km ao longo da montanha do Santuário Fushimi Inari em Kyoto Japão. Leva-se cerca de 2 horas para percorrer todo o trajeto. Não se sabe ao certo quantos toriis são… há lugares que dizem ser 5.000, outros 10.000 ou até 30.000.

No site oficial do templo a informação é que são 10.000. Há tantos toriis porque a grande maioria foi doada por pessoas querendo que seus desejos fossem realizados. Atrás de cada um há o nome do doador.

Perca-se nos posts da Lulu e acrescente muitos e bons motivos para visitar a terra do sol nascente.

 

floresta de bambu

© Let’s Fly Away

Sonhar com Foz do Iguaçu

Ainda não tive oportunidade de visitar as Cataratas do Iguaçu, uma das maravilhas naturais do Brasil e património mundial da UNESCO, apesar de ter vivido um ano inteiro no país. Imagino que o espanhol  Alvar Nuñes Cabeza de Vaca (que nome interessante!) tenha ficado abismado, quando encontrou estas quedas de água, em 1542. Mas o nome que lhes atribuiu – cachoeiras de Santa Maria – foi preterido em prol de “Iguaçu” que significa “água grande”, em guarani.

É uma falha geológica que dá forma às Cataratas do Iguaçu, na foz do rio. Ao todo, são cerca de 275 quedas d’água com até 80 metros de altura. Trata-se do maior sistema de cascatas do Brasil e o segundo maior do mundo, depois das Cataratas do Niágara.

A Cecília, autora do Viajante Econômica, tem um post interessante sobre este destino que deu origem a um parque com cerca de 185 mil hectares, fonte inestimável de biodiversidade, fauna e flora.

Depois de visitar a região e ficar apaixonado por tanta beleza natural, Santos Dumont usou sua influência para tornar a área pública. Graças a ele, hoje podemos conhecer essa obra divina que renova nossas energias a cada visita. […] visitar as Cataratas do Iguaçu é algo inexplicável. Sinta a energia que emana da força da Natureza. Apaixone-se como Santos Dumont. E seja mais um a divulgar esse destino a seus amigos e familiares.

 

Viajar para Iguaçu

© Viajante Econômica

Viajar pela poesia da Rússia e do Peru

Eu sou uma enorme fã da poesia da Analuiza, a autora do Espiando pelo Mundo, menina apaixonada por livros, yoga, corrida e pela Baía, região que é muito acarinhada no seu cantinho digital. Ali saberá onde comer carne de sol ou moqueca em Salvador, por exemplo.

Adoro a tranquilidade com que viaja e narra as suas experiências, sem qualquer ansiedade de riscar destinos da lista, mas com a sabedoria de quem aprecia cada lugar e as suas gentes. Entre os muitos destinos sobre os quais a Analuiza escreveu, há dois que me marcaram particularmente: a Rússia e o deserto do Peru.

Na terra dos czares, ela visitou Moscovo e S. Petersburgo e levou-nos com ela na bagagem. Apreciei ao seu lado cada detalhe da Basílica de S. Basílio e a história que motivou a escultura do príncipe e do açougueiro, ali a dois passos, na Praça Vermelha. Fiz-lhe companhia nos lindos Jardins de Peterhof, no Palácio de Verão de Pedro o Grande, e revisitei dois autores que adoro: Fiódor Dostoiévski e Bulgakov (Margarita e o Mestre é uma obra-prima!).

 

Sonhar com a Rússia

© Espiando pelo Mundo

 

No deserto do Peru, em Nasca, a viajante descreve uma energia que a afectou fisicamente e o encontro com um pássaro vermelho, que a veio receber e depois despedir-se.

Ali, aos pés daquelas extraordinárias e multicoloridas montanhas eu respirei. Alguma coisa se desanuviou, se abriu. Eu descolei do chão e as montanhas se agigantaram diante de mim. Uma gratidão avassaladora tomou conta de toda minha alma.

Uma energia vibrou impetuosa, tocou da ponta dos meus pés ao topo de minha cabeça. As montanhas me atraíram, chamaram e me deixaram hipnotizada. […] Acrescentou: você sabe que pode ter sido uma Nasca né?! Virou-se para Leo e afirmou: ela tem uma energia muito forte, muito evidente, manifesta.

 

montanhas do Peru

© Espiando pelo Mundo

Explorar Manaus, a porta para a Amazónia

A Amazónia faz parte da minha lista de sonhos-viagem há muitos anos. Um dia espero fazer uma expedição pelo pulmão do mundo, enquanto ainda lhe podemos dar esse nome. Manaus é uma das principais entradas para a selva, mas muitos viajantes demoram-se ali o tempo estritamente necessário antes de mergulharem into the wild.

No entanto, a capital do Amazonas é bem interessante. A Tharsila Fernanda, do blog Mapeando Mundo, descreve algumas das riquezas de Manaus. Começamos por seguir os seus passos até ao magnífico Teatro Amazonas, do século XIX, com uma bela cúpula renascentista feita com 36 mil peças em cerâmica esmaltada vindas da Alsácia.

 

Viajar para Manaus

© Mapeando Mundo

 

Evidentemente, a selva vizinha inspira e sustenta muitos dos programas na cidade. É o caso do MUSA – Museu da Amazónia, um espaço vivo com 100 hectares de floresta nativa, que integra a Reserva Florestal Adolpho Ducke, para investigação da fauna e flora local. Uma das atracções mais bonitas do MUSA é uma torre de observação com 42 metros de altura, acima das copas das árvores, ideal para bird watching.

Vale a pena ainda partir do porto de Manaus, para observar o fenómeno do encontro entre os rios Negro e Solimões. A diferença de temperaturas, densidade e velocidade dos rios faz com que se veja uma “fronteira” de águas de cores diferentes, que não se misturam.

Nunca tinha sentido curiosidade em relação a Manaus mas, graças à Tharsila, o maior centro urbano no norte do país entrou para a minha longa bucket-list.

 

encontro dos rios

© Mapeando Mundo

 

Este post faz parte do projecto colectivo 8on8, que une lindas viajantes em volta de um tema comum, no dia 8 de cada mês. Espreitem os restantes textos sob o tema “Viagens que me fizeram sonhar”, inspirem-se junto das amigas viajantes: Mapeando Mundo – Espiando pelo Mundo – Viajante Econômica – Let’s Fly Away –  Travel Tips BrasilMulher Casada ViajaDestinos Por Onde AndeiTuristando.in – Chicas Lokas na EstradaEntre Polos

 

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