Accio! O imaginário de J.K. Rowling e da sua mais famosa personagem estão no Parque das Nações, até 8 de Abril. Nós visitámos a Exposição Harry Potter em Lisboa e contamos tudo

Agora que a febre dos fãs acalmou, é mais tranquilo visitar a Exposição Harry Potter em Lisboa, que conta com o selo de aprovação da Warner Bros. Os dias primaveris, mais longos e solarengos, tornam o programa ainda mais agradável, já que permitem conjugar a visita com outros programas [leia Primavera em Portugal: dicas para viajar e ser feliz].

Tudo começou em Chicago, no ano de 2009, onde Harry Potter: The Exhibition se transformou num sucesso imediato. Depois de passar por cidades como Nova Iorque, Sydney, Toronto, Tóquio, Colónia, Paris, Xangai, Bruxelas, Amesterdão, Madrid, Milão, Berlim e Valência (entre outras)… chegou finalmente a Lisboa, em Novembro passado, para alegria dos fãs.

Uma tenda, montada debaixo da pala do Pavilhão de Portugal, desdobra-se em vários cenários da Escola de Magia e Feitiçaria de Hogwarts. Encontrará por ali muitos adereços e figurinos usados nos filmes: os óculos redondinhos e a varinha do jovem bruxo, equipamentos de Quidditch, pergaminhos, horcruxes, o livro dos monstros (ele morde, cuidado!) ou os excêntricos animais de estimação do Hagrid.

Dobby, o pobre elfo doméstico dos Malfoy, recebe-nos junto ao bengaleiro, onde os visitantes devem deixar as mochilas maiores (custo de 1€), antes de comprarem o bilhete ou mostrarem os ingressos adquiridos online.

No início da visita, os novos alunos são recebidos pelo Chapéu Seleccionador, que determinará a sua futura equipa: Gryffindor, Hufflepuff, Ravenclaw ou Slytherin. Depois, uma enorme porta de madeira abre-se para a plataforma 93/4, onde o Expresso de Hogwarts espera, fumegante. Começa a viagem.

 

criaturas mágicas

Cenários da exposição Harry Potter

Os 1500 metros quadrados de exposição dividem-se em nove cenários diferentes. A luz é direccionada, para dar destaque aos objectos expostos, o que torna algumas áreas bastante sombrias. As crianças mais pequenas podem ficar intimidadas, em particular na Floresta Proibida e na sala dedicada à magia negra.

Aviso feito, entremos no universo de J.K. Rowling, partilhando as aventuras de Harry, Ron e Hermione. Obviamente não desvendamos tudo: há detalhes que devem ser descobertos no local, ou toda a magia se perde.

Sala Comum dos Gryffindor

Conseguimos passar pela desafinada Dama Gorda e estamos na Sala Comum dos Gryffindor, o espaço reservado à equipa dos protagonistas e outras personagens memoráveis, como Neville Longbottom e os restantes membros da família Weasley.

Ao lado fica o dormitório, com as camas, roupas e objectos pessoais de Ron Weasley, Hermione Granger e Harry Potter. Ali estão os óculos redondos que são a imagem de marca do jovem feiticeiro, a sua varinha, o Mapa do Salteador e a carta de admissão em Hogwarts, assinada pela professora McGonagall.

 

uniforme de Harry Potter e Hermione

Salas de aula de Hogwarts

Várias disciplinas estão representadas, das Poções à Herbologia, sem esquecer a Defesa contra as artes das trevas, que conheceu tantos professores diferentes. E por falar em professores memoráveis, está lá a túnica impecavelmente negra do controverso Severus Snape e o seu livro de poções. Bem como a varinha e a auto-biografia do tão vaidoso quanto medroso Gilderoy Lockhart.

Nesta secção encontrará o papiro assinado pelo exército de Dumbledore, que decidiu reunir-se ilegalmente, para aprenderem alguns dos mais poderosos feitiços de defesa. Bem como a pena com que Harry cumpriu o castigo de Umbridge: não se devem dizer mentiras!

Entrando na estufa, domínio da professora Sprout, vamos arrancar mandrágoras. Sim, aquelas as plantas que gritam e que os alunos detestam. Os guinchos das mandrágoras são comparáveis à sua fealdade, mas parece que têm propriedades muito úteis, para tratar pessoas petrificadas.

Quidditch

O jogo de Quidditch tem uma área especial, com os equipamentos das diferentes equipas, notícias dos torneios, a doirada snitch ou as velozes Nimbus 2000. O pequeno explorador gostou muito de treinar ali, lançando uma quaffle por um dos três aros. Marcou muitos pontos, até porque não existia um keeper para defender, nem estava a tentar equilibrar-se em cima de uma vassoura!

 

quidditch

Cabana do Hagrid

O trio de feiticeiros passa bastante tempo na cabana de Hagrid, ao longo dos vários livros. Para além de um bom confidente, o leal e amável gigante oferece sempre bolachas. Portanto, as suas humildes instalações tinham que estar representadas na exposição Harry Potter em Lisboa. É possível descansar no seu graaande cadeirão, enquanto se aguarda qualquer coisa que cozinha no caldeirão ou que o ovo de dragão, que chocalha em cima da mesa, ecluda.

Ao lado da cabana, o hipogrifo Buckbeak continua vigilante, enquanto o cheiro a terra molhada nos conduz à Floresta Proibida, habitada pela acromântula Aragog, centauros e outras criaturas fantásticas.

Grande Salão

Tudo termina num dos cenários mais icónicos da série! A mesa está preparada para um jantar especial, sob a luz de candelabros suspensos, e os trajes do Baile de Inverno remetem para o Torneio dos Três Feiticeiros! O Cálice de Fogo, que seleccionou os competidores do torneio também lá está, assim como a biografia não autorizada (e maldosa) do director de Hogwarts e as iguarias de Hosgmeade. Mas os grandes destaques do salão são a poderosa espada de Gryffindor e a Fénix de Dumbledore.

 

cabana do Hagrid

A nossa opinião pessoal

Eu acho piada ao universo Harry Potter, li todos os volumes na minha juventude, quando devorava todas as novidades literárias. Mas não sou fanática pela série. O meu filho descobriu o jovem feiticeiro no Verão passado, requisitou todos os livros na biblioteca e depois fez uma maratona com os filmes.

A visita à exposição Harry Potter em Lisboa foi uma prenda de aniversário antecipada e ele vibrou em cada esquina. Soltou exclamações de espanto e de alegria. Portanto, valeu a pena. Apesar disso, e da qualidade da exposição, este é um programa caro, tendo em conta os rendimentos médios de uma família portuguesa.

Até porque a visita leva apenas uma hora. Em teoria, podemos demorar o tempo que quisermos, mas está tudo programado para que os visitantes saiam mais ou menos nesse período, até porque há grupos a entrar a cada meia hora. Por exemplo, duas adolescentes puderam “testar” o chapéu seleccionador. O Pedro ficou desapontado por não ter sido escolhido, pelo que pedimos para tirar uma foto com o chapéu, antes de rumarmos à sala seguinte, e foi-nos recusado porque “o grupo tinha que continuar”.

Quase ao lado, o Pavilhão do Conhecimento tem duas exposições (uma muito divertida, sobre Puns!, e outra sobre o circo), a que se somam ateliers de costura, robótica, etc. que permitem actividades diferentes para quase um dia inteiro. O preço da entrada? Menos de metade do que pagámos na exposição Harry Potter.

 

grande salão de Hogwarts

Dicas úteis

Horários e preços

A exposição funciona todos os dias, entre as 10h00 e as 19h00 (segunda-quinta) ou 10h00 e 20h30 (sexta a domingo). Para informações adicionais, consulte o site oficial.

Preços nos dias úteis: 16€ (adulto), 12€ (criança 3-12 anos), 38€ (família 2 adultos + 1 criança) ou 44€ (família 2 adultos + 2 crianças). O acesso a crianças até aos 3 anos é gratuito, mas só é permitida a entrada de 1 criança dessa idade, por cada entrada válida de um adulto.

Preços ao fim-de-semana: 19€ (adulto), 15€ (criança 3-12 anos), 45€ (2 adultos + 1 criança) ou 52€ (2 adultos + 2 crianças). O áudio-guia, com comentários exclusivos dos bastidores dos criadores dos filmes de Harry Potter, custa 6,24€ e está disponível nas seguintes línguas: português, espanhol, inglês, italiano, francês, alemão, japonês e mandarim.

 

exposição harry potter em Lisboa

 

Como chegar à exposição Harry Potter

A exposição está instalada no Pavilhão de Portugal, no Parque das Nações, em Lisboa. Quem chega de carro, pode estacionar num dos seguintes parques de estacionamento: Parque Oceanário (274 lugares), Parque da Doca (700 lugares), FIL (830), Torre Vasco da Gama (250) ou Parque da Estação do Oriente (2000).

Quem optar pelos transportes públicos, pode chegar de autocarro (nº 728, 744, 759 e 782) ou de comboio, já que o pavilhão fica próximo da estação do Oriente.

 

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