Aldeias encantadoras do Norte de Portugal

aldeia de Ponteira, no Norte de Portugal

Descubra algumas das mais belas aldeias do Norte de Portugal, montanhosas, com gente genuína e tradições surpreendentes, passadas de geração em geração

Os lugares mais remotos no Norte de Portugal conservam muitas aldeias genuínas, onde o tempo parece ter parado. São um mundo à parte, onde se preserva os valores de vida em comunidade e resistem tradições ameaçadas pelo tempo.

A vida permanece em harmonia com a natureza, ditada pelas estações do ano. Na Primavera semeia-se, no Verão colhe-se, no Outono prepara-se para o frio do Inverno. Anda-se de burro, acarta-se lenha, amassa-se o pão. As mãos calosas que empunham a enxada são as mesmas que bordam os panos de linho.

Há segredos que só os pastores conhecem. Ali ainda é possível ver uma manada de garranos selvagens ou de vacas, barrosãs e cachenas, a pastar tranquilamente. Se esta simplicidade alimenta os seus sonhos, visite algumas aldeias de montanha, junto aos grandes parques naturais, como o Gerês ou o Montesinho. Garanto que será uma experiência autêntica.

aldeia

 

Sabia que nas mais de três dezenas de aldeias do Parque Nacional da Peneda-Gerês se viveu em comunidade até à década de 60 do século passado? A entreajuda era fundamental para enganar as dificuldades. As portas permaneciam sem chave, todos coziam pão no forno comunitário, usavam o moinho e o lagar do povo. Era a forma de subsistir em locais tão isolados e com um clima extremo.

O mundo mudou, mas, apesar das estradas e da electricidade, estes territórios continuam inclementes e algumas práticas comunitárias, nomeadamente de pastorícia, permanecem. Venha daí, por caminhos rurais, conhecer algumas das aldeias mais encantadoras de Portugal.

Rio de Onor (aldeia comunitária em Bragança)

aldeia comunitário Rio de Onor

A pequena aldeia, tipicamente transmontana, é cortada ao meio por um rio chamado Onor, as margens ligadas por uma ponte romana. As casinhas de xisto continuam tradicionais, com varandas de madeira e dois andares. Em tempos, o piso superior era ocupado pela família e o inferior pelo gado.

Nas estreitas ruas de pedra, encontramos algumas casas em ruínas, há uma igreja de xisto e uma paisagem bucólica. O cenário é tão encantador, que facilmente se percebe porque foi considerada uma das “7 Maravilhas de Portugal”, na categoria de aldeias em áreas protegidas, neste caso o Parque Natural de Montesinho.

Mas a essência da aldeia – e da sua homónima espanhola, Rihonor de Castilla, mesmo ao lado – reside na sua tradição comunitária que, até há pouco tempo, a tornava única, regida por um governo e leis próprias. As pessoas partilhavam terrenos agrícolas, rebanho e fornos, ajudando-se uns aos outros e honrando a palavra dada.

A faceira era o terreno comum, com dezenas de quadrados equitativos de terra. Decidia-se a ordem de lavragem em reunião da assembleia (com representantes de toda as famílias), tal como se decidia os castigos a aplicar a quem quebrasse as regras. Normalmente as multas eram pagas em vinho e registadas na “vara da justiça”.

A meia hora de distância de Bragança, junto à fronteira com Espanha, Rio de Onor faz parte da Terra Fria Transmontana, a zona climaticamente mais fria da Península Ibérica, e do Parque Natural de Montesinho, onde vive a maior parte dos mamíferos silvestres da Europa.

Os habitantes de Rio de Onor e de Rihonor de Castilla são uma família, composta por cerca de 60 pessoas, a maioria idosa. Se em tempos de pandemia a fronteira foi encerrada, a família continuou a trabalhar em conjunto, atravessando a fronteira a pé.

Fazer/visitar: Casa do Touro | ponte romana | moinhos comunitários | castelo de Bragança e Museu da máscara ibérica (a 26 km). Foi aqui que comecei a minha EN103: eco road trip de Bragança ao Alto Minho

 

Vilarinho de Negrões (uma península em Montalegre)

Vilarinho de Negrões em Montalegre

O encanto desta aldeia do distrito de Vila Real aprecia-se ao longe. Isto porque a pitoresca Vilarinho de Negrões estende-se por uma estreita península, na margem sul do Alto Rabagão. Os locais dizem que foi a mão de Deus que poupou este pequeno pedaço de terra à subida das águas, aquando da construção da barragem, na década de 60.

Depois de passear pelo casario típico, vale a pena explorar as belezas em redor da aldeia, na freguesia de Negrões, onde encontra um forno em granito muito antigo, uma pequena igreja e elegantes espigueiros, para secar o milho e o centeio.

A região é fantástica para observação de aves, sobretudo mergulhões de crista e outras aves aquáticas, e também para quem gosta de trilhos, ainda que alguns tenham algum grau de dificuldade. O percurso pedestre entre Negrões e o Alto Rabagão (17 km) tem vistas fantásticas sobre a barragem e passa pelas bonitas aldeias de Alturas de Barroso e Artilhó. Existe outro trilho, mais acessível, à volta de Vilarinho de Negrões, com 11,5 km.

Fazer/visitar: forno e espigueiros em Negrões | castros de Negrões, Vilarinho e Lamachã | trilhos | observação de aves | castelo e ponte de Montalegre (cerca de 20 km).

Pitões das Júnias (Montalegre)

ruas de pedra em Pitões das Júnias

Eis que chegamos ao Parque Nacional da Peneda-Gerês, um dos santuários da Natureza em Portugal, onde se pode respirar o ar puro das montanhas, encher a vista com os tons verdes do azevinho e os violetas dos lírios, beber água dos ribeiros, que cortam as serras, desabam em dramáticas cascatas e formam lagoas de águas transparentes.

Pitões das Júnias é um recanto do único Parque Nacional português, uma das mais tradicionais e pitorescas aldeias transmontanas, de ambiente medieval. A sua origem confunde-se com a do Mosteiro de Santa Maria das Júnias (século XII), o eremitério cisterciense mais isolado de que se tem conhecimento. Para chegar às suas ruínas, a cerca de 2 k da aldeia, é preciso seguir por um percurso pedestre, que conduz os visitantes também a um miradouro natural para a cascata local. Pitões das Júnias | Gerês – Trilho com crianças

Mas a altaneira aldeia de Pitões das Júnias (a 1100 metros de altitude) tem muito para explorar e conhecer. Perca-se nas suas ruelas estreitas, apaixone-se pelas casas de granito e pela sensação de paz absoluta, prove o pão acabado de cozer. Há dias, um seguidor da Galiza, afirmou na minha conta do Twitter que este é o melhor pão do mundo! Depois, há o presunto e outro fumeiro, tidos como os melhores da região.

Termine o dia nos arredores da aldeia, entre um concerto de chocalhos e à conversa com um dos pastores que vem receber as vaquinhas que andaram a pastar, muitas delas sozinhas.

Fazer/visitar: ruínas do mosteiro de Santa Maria das Júnias | igreja de São Rosendo | capela de São João da Fraga e do Anjo da Guarda | Ecomuseu do Barroso | trilhos

Ponteira (Montalegre)

aldeia de Ponteira
Dica: existe outra pedra bolideira no concelho de Chaves.

Li algures que o Criador estava num dia de especial inspiração quando pintou o Barroso, região que compreende os municípios de Boticas e Montalegre e é considerada património agrícola mundial. E que quem contempla de espírito aberto esta complexa obra de arte “vislumbra a ressurreição”, tal como Miguel Torga quando por aqui andou.

Água em abundância, fontes límpidas, cascatas, serras, montanhas, chãs e vales, verdes profundos ou matizes de vermelhos, amarelos e castanhos, penedos amontoados ou esculpidos, num cenário branco de neve ou de um céu azul. O grande mestre pintou aqui tudo que era possível pintar.

As pinceladas inspiradas vêem-se claramente na pequena aldeia granítica de Ponteira (foto de abertura do post), às portas do Gerês, onde o gado vai sozinho para os currais e os caminhos estão cobertos dos vestígios da sua passagem (atenção ao caminho 😊). As casas mantêm as lareiras sem chaminé para os fumeiros, que enegrecem as paredes. Penedos monumentais rodeiam esta aldeia singular, que os habitantes foram incorporando nas suas casas, cortes e espigueiros.

A mais famosa é a Pedra bulideira ou bolideira (bulir = mexer), que balança quando empurrada. Infelizmente a fama trouxe alguma erosão e a dita já não balança tanto como noutros tempos, quando até uma criança a conseguia mover. As pedras gigantes multiplicam-se até às margens de uma barragem, contraste azulão à paisagem de granito.

Fazer/visitar: miradouro da Ponteira | pedra bolideira | ponte da Misarela (a 15 km)

Mixões da Serra (Vila Verde)

bênção dos animais na aldeia de Mixões da Serra

Mixões da Serra é uma aldeia dos extremos, na fronteira entre os concelhos de Vila Verde e de Ponte da Barca, das Serras da Peneda e do Gerês. Rodeada por campos verdejantes e montanhas, é protegida por Santo António, que arrasta até ali multidões pela sua fé e por uma velha tradição com vários séculos: a Bênção dos Animais.

A presença humana nesta região de agressividade serrana é anterior à nacionalidade, mas a romaria peculiar remonta a 1680, quando os animais, meio de sobrevivência dos agricultores, foram atingidos por uma peste. Os habitantes prometerem ao Santo António um templo, se este os livrasse da peste e dos lobos.

As preces foram ouvidas e construiu-se uma pequena capela onde, no domingo anterior ao dia 13 de Junho, os animais são abençoados. A capela primitiva foi substituída pela actual igreja já no século XX e continua a ser o cenário desta romaria única. Eu já tive a oportunidade de assistir e escrevi sobre o assunto em Mixões da Serra: a bênção dos animais.

Existe ali um parque de merendas cideal para um piquenique. Vale a pena subir também até ao miradouro de Santo António de Mixões da Serra, para uma panorâmica sobre os vales do Cávado e Lima, das serras Peneda e Soajo, Amarela e Gerês, Cabreira e Marão, e o monte conhecido como “Castelo de Aboim”.  

Fazer/visitar: santuário de Santo António |miradouro | ruínas do castelo da Nóbrega (cerca de 7km) | trilhos

Lindoso (Ponte da Barca)

finalista aldeias maravilha de Portugal
© 7 Maravilhas de Portugal

Por alturas do S. Miguel, a 29 de setembro, a eira comunitária que se estende entre os espigueiros e o castelo, na aldeia de Lindoso, recorda os tempos de boa vontade e entreajuda. Os agricultores do século XXI já não se debatem com problemas de espaço, mas fazem questão de usar a eira, como em tempos idos.

É assim no Lindoso e também no Soajo, onde o rochedo que forma a eira suporta centenários espigueiros em granito. Voltando ao Lindoso, aldeia histórica do Gerês no concelho de Ponte da Barca, vale a pena demorar-se junto ao maior conjunto de espigueiros da Península Ibérica, com mais de 50 destes celeiros de pedra.

Muito perto, vale a pena dar um saltinho à barragem do Alto Lindoso (é possível agendar uma visita ao interior da Central Hidroelétrica) ou explorar os trilhos que conduzem a cascatas e outros cenários surpreendentes. É o caso do trilho até ao Miradouro das Antenas de Louriça, que passa pela Cascata do Rio da Escada e pelas gravuras rupestres da Pedra de Porto Chão. Ou do Trilho dos Moinhos de Água, no lugar de Parada que permite um mergulho nas águas refrescantes do Poço da Gola.

Quaisquer que forem as escolhas, não ficará desiludido. Afinal, Lindoso foi finalista às 7 Maravilhas de Portugal, na categoria das aldeias em áreas protegidas, perdendo para Rio de Onor.

Fazer/visitar: Castelo de Lindoso com o seu museu | espigueiros | cruzeiro do Castelo e do Largo do Destro | Igreja Matriz ou de São Mamede | castro de Cidadelhe| barragem do Alto Lindoso | trilhos

Soajo (Arcos de Valdevez)

aldeia do Soajo, no Norte de Portugal

Num cenário deslumbrante do Gerês, abriga-se o Soajo, aldeia-escola que ensina muito sobre as nossas raízes mais populares – parece que aqui nasceu o grito de socorro “Aqui d’El Rei”. Sede de concelho entre 1514 e meados do século XIX, a sua história começa muito antes, como comprovam o santuário rupestre do Gião e as inúmeras antas/mamoas da região.

A povoação milenar pertence ao concelho de Arcos de Valdevez e é célebre pelos seus espigueiros. Os 24 que compõem a Eira Comunitária são muito velhinhos (alguns do século XVIII) e garantem imagens inesquecíveis. Leia também Rota dos Gigantes: Arcos de Valdevez

É imperdoável partir sem percorrer as ruelas empedradas da pequena aldeia serrana. O passeio culmina no Largo do Eiró, onde se encontra o peculiar pelourinho, mesmo em frente à Casa da Câmara. Diz a lenda que o topo do pelourinho representa um pão espetado na ponta de uma lança. Resulta esta explicação do privilégio que D. Dinis atribuiu aos moradores: nenhum fidalgo poderia demorar-se ali mais do que o tempo suficiente para esfriar um pão quente no extremo de uma lança.

Os locais orgulham-se também do seu cão sabujo da serra de Soajo, usado na caça pelos reis de Portugal durante, pelo menos, quatro dinastias. Do município e montaria real da vila do Soajo partiam, anualmente, cinco grandes de valentes cães para o rei, razão pela qual os soajeiros beneficiavam de isenção de impostos e outros admiráveis privilégios. Mas a raça foi registada por um concelho vizinho e toda a gente o conhece como “cão de Castro Laboreiro”.

Polémicas à parte, não deixe de visitar esta admirável aldeia em pleno Parque da Peneda-Gerês e, quem sabe, pernoitar numa das muitas casas tradicionais, recuperadas para o turismo.

Fazer/visitar: Espigueiros | Largo do Eiró | Pelourinho | Igreja Matriz de São Martinho de Soajo | Porta do Mezio | Poço Negro

Sistelo (Arcos de Valdevez)

aldeia do Sistela

Continuamos no Parque Nacional da Peneda-Gêres, para conhecer mais uma das 7 aldeias Maravilhas de Portugal: Sistelo, junto à nascente do rio Vez, vencedora na categoria de aldeias rurais. Sabiam que foi a primeira aldeia a ser declarada Monumento Nacional?

A paisagem é ainda mais bonita desde o miradouro do Chã da Armada, de onde se pode apreciar os socalcos, que transformam a encosta da montanha numa tela ondulante de verdes e tornaram a aldeia tão famosa.

No centro do povoado não há um património esmagador. Há um castelo que não é castelo, mas a casa de um visconde, ruas estreitas com um casario de granito, que conduzem a uma igreja que só se chama matriz, aos lavadouros públicos e a um café onde todos se cumprimentam. Há gente simples que produz meias redondas e aventais de lã.

E há toda a riqueza natural digna de um filme. Desta aldeia histórica do Gerês partem vários trilhos pedestres que atravessam terraços, bosques encantados, brandas e cortelhos. Um dos mais bonitos deve ser o Trilho das Brandas de Sistelo (10 km), que sobe até às brandas – que durante o Verão, serviam de apoio aos pastores. Infelizmente é uma caminhada difícil para se fazer com crianças. Mas já fizemos os passadiços locais, que proporcionam também um passeio muito bonito: Da Ecovia do Vez aos Passadiços do Sistelo

Fazer/visitar: Casa do Visconde de Sistelo | Igreja Paroquial | ponte romana | Ermida de Nossa Senhora dos Aflitos | várias capelas | miradouro do Chã da Armada | trilhos e passadiços do Sistelo

aldeias do Norte de Portugal

Conhecem alguma destas aldeias no Norte de Portugal? Não tão montanhosas, mas igualmente no Norte e encantadoras são as aldeias de Quintandona (Penafiel) e Juízo (Pinhel). Têm outras sugestões? Acrescentem nos comentários.

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34 Comentários

  1. chica

    Encantamento é o que sentimos ao ver ,pelo menos por aqui e nos blogs amigos, lugares lindos assim!Adoroi! beijos, ótimo agosto,chica

    1. Ruthia

      Obrigada pela companhia, Chica. Continuam confinados, aí no Brasil, não? Coragem.

  2. Marta

    Saiba que apreciei muitíssimo esse passeio virtual, já que, por aqui, os “da vida real” ainda são impossíveis. Obrigada pela diversão e parabéns pelo texto e pelas fotos excelentes.

    1. Ruthia

      Fico feliz por ter apreciado esta viagem virtual. Que logo as da vida real se tornem possíveis. Abraço

  3. elvira carvalho

    Destas só conheço duas Soajo e Sistelo. As outras só de ver na TV. A maioria das aldeias que conheço, são nas Beiras.
    Abraço e saúde

  4. Inês

    Ainda me faltam algumas dessas aldeias. Bela coletânea 🙂 Ponteira e Pitões de Junias estão na minha lista.
    Beijinhos

    1. Ruthia

      Entretanto já conheci mais duas aldeias: Fafião e Ermida (ambas no Gerês)

  5. Cleo Araujo

    Amei esse teu post, não conheço essa região no norte de Portugal e amo fazer esse tipo de turismo por aldeias.

  6. Danielle

    Adoro Portugal e na minha primeira no país fiz um pouco do norte: Guimarães, Braga e Viana do Castelo. O seu roteiro está cheio de dicas ricas para curtir, com calma, cada lugar. Espero que eu possa viajar novamente, em breve, para aproveitar as suas dicas.

  7. Analuiza Carvalho

    Deve ser uma delícia perambular por essas aldeias no norte de Portugal, onde o tempo parece ter parado, ou talvez rode com um delicioso giro diferente, como se sua gente tivesse se apropriado do tempo. 🙂 Uma vida que anda em harmonia com a natureza me parece sinônimo de puro prazer e bem estar.

    Um sonho!

    Te segui por esses caminhos rurais e devo dizer que são mesmo aldeias encantadoras que espero poder ver um dia de perto, quando o mundo se abrir para todos mais uma vez.

    Pelas descrições e imagens, a Rio de Onor (será porque eu tenho especial atração por cidades à beira dos rios?!) chamou minha atenção e eu desejei estar ali! Que interessante a história dos dois andares das casas: família/gado. Também pensei em mim mesma subindo as ruas de Pitões das Júnias… Um lugar que ainda tem o melhor pão do mundo, eu que adoro um bom pão! ai, ai… quantos amores desenvolvi agora!

    Ah! Que lindeza de texto e de viagem! Só você para nos levar por tão deliciosas paragens com tanta poesia!

    Em tempo: um pão espetado na ponta de uma lança?! rsrsrs Adoro essas histórias e Portugal tem muitas! 🙂

    bkokas Ruthia querida!
    Boa semana!

    1. Ruthia

      Nem toda a gente toma o tempo para apreciar as palavras como tu. Então é um prazer genuíno transportar-te connosco, ainda que virtualmente. Consigo imaginar-te em cada uma destas aldeias e a correr no meio da Natureza com o Léo.
      Beijinho, querida

  8. Murilo Pagani

    Que lindas essas aldeias ao norte de Portugal… Quanto tempo você recomenda para conhecer todas elas com calma?
    Ah, acho que a melhor maneira para viajar pela região é com um carro alugado, né?!

    Obrigado!

    1. Ruthia

      Tendo em conta que todas elas ficam em lugares isolados, é indispensável um carro. Eu fui conhecendo estas aldeias aos poucos, em vários passeios diferentes. Mas o ideal é fica 1 ou 2 dias em cada uma. Aliás esses lugares rimam com “slow travel”

  9. Anna Luiza

    A cada vez que leio um post seu percebo que ainda tenho muito a explorar no país. O norte de Portugal parece encantador mesmo. Adorei a lista dos pontos a serem visitados. Ô terra boa!

  10. Marcela

    Perfeição! Amei essas aldeias do Norte de Portugal. Quando puder viajar pela região irei usar suas dicas para conhecer uma ou duas. Obrigada!

  11. Carla Mota

    Que giro, Ruthia. Vilarinho de Negrões ainda não conheço mas a tua descrição e imagem já me deixou encantada. Aliás, a designação da aldeia já é um encanto. Muito boas sugestões.

  12. Mariana Menezes

    Oi Ruthia,
    Um encanto seu texto sobre as aldeias do norte de Portugal! Podemos passear sem sair de casa e a cada dia sinto mais vontade de voltar para aí é explorar mais.
    Adorei especialmente Sistelo nos Arcos de Valdevez. Me pareceu muito bonito ver os socalcos, você sabe que eu adoro fotografia e fico encantada com belas paisagens!
    E ainda tem um castelo que eu também adoro visitar.

    Beijinhos
    Mari

    1. Ruthia

      A única dica que ofereço, para quando visitar o Sistelo, é evitar os fins-de-semana e época alta. Porque multidões retiram todo o encanto a estas aldeias e isso, por vezes, acontece nessa aldeia em particular, desde que foi considerada uma das 7 Aldeias Maravilha de Portugal

  13. chica

    Oi,Ruthia! Vim avisar que acabe de entrar céu teu por lá! Obrigadão! bjs, chica

  14. Roselia Bezerra

    Boa noite de paz, querida amiga Ruthia!
    Amo passar pelas terras portuguesas pelos blogs das amigas.
    Aqui eu fiquei um bom tempo ontem e só hoje consegui comentar .
    Vi seu céu na chica e vim espreitar.
    Muito bom ter post assim tão completo e refrescante.
    Estava com saudade de vir aqui e de você, amiga.
    Esteja bem e cuide-se.
    Tenha dias abençoados!
    Bjm carinhoso e fraterno de paz e bem

  15. Diana Bencatel

    Que bela compilação! Ficámos com imensa vontade de conhecer as aldeias que ainda não visitámos!

  16. Bruno M de S Silva

    Como Portugal consegue ser tão pequeno e, mesmo assim, tão apaixonante? A cada visita ao seu blog eu coloco mais um lugar na minha lista de desejos de viagem. Agora são as aldeias do Norte de Portugal.

    1. Ruthia

      Pois é, um território pequeno mas muito diversificado. Essa paragem forçada nas viagens internacionais permite (re)descobrir e voltarmos a enamorar-nos de Portugal. Estou a amar esses lugares pequenos e genuínos

  17. VICTORIA M FARINA

    Nunca tinha ouvido falar das aldeias do Norte de Portugal.Vendo as fotos e seu relato com dicas, me senti tranquila e leve, como você provavelmente deve se sentir visitando essas vilas encantadoras!

  18. Gabriela Torrezani

    Portugal é um país cheio de pérolas para desbravar, o norte então nem se fala! Fiquei encantada com a foto de Vilarinho de Negrões… já quero visitar!

  19. Rui Barbosa Batista

    Que maravilha de sugestões… subscrevo-as a TODAS!! E vi uma novidade, que ainda não tive o privilégio de visitar: Ponteira. Pelo que vejo, é mais um destino daqueles que vou ADORAR :)))

    1. Ruthia

      Depois do flop que tivemos, de só a conseguirmos admirar ao longe, tive que voltar lá para a explorar convenientemente 😉

  20. Flávia Donohoe

    Quantos locais maravilhosos Ruthia, ainda vou realizar o sonho de viajar por Portugal de carro e conhecer todas essas lindas aldeias, principalmente o norte do país! Um beijo

  21. Danielle

    O norte de Portugal é impressionante! Uma pena que é pouco divulgado. As aldeias e parques são a riqueza da região. Obrigada por listar algumas delas e fazer uma divulgação digna para essa região portuguesa.

  22. Ana Carolina

    Essas aldeias do norte de Portugal são tão charmosas, deve ser uma maravilha poder conhecê-las. Adorei as dicas, pois ainda não conheço, e já to colocando na lista

  23. Maria

    E quanto mais a gente acha que conhece Portugal mas o país nos surpreende! Que incríveis essas aldeias do Norte de Portugal! Um pouco de ar puro para fugir do corre-corre da cidade é sempre revigorante!

  24. Marcella C.

    Estou planejando conhecer o Norte de Portugal e estou adorando saber mais sobre as aldeias históricas. Seu blog vai me ajudar muito no planejamento da minha viagem. Muito obrigad

  25. Pedro

    Já conheço algumas dessas aldeias,vou ter que visitar algumas que aí estão,pesquisa na NET a aldeia de “lomba de arões”,está aldeia é a única de estilo Celta que conheço,fica em vale de cambra e pouca gente a conhece,vais gostar de certeza.gostei muito deste artigo.

    1. Ruthia

      Vou pesquisar sem dúvida, que bela dica me deixou

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Ruthia Portelinha

Viajante, chocólatra, leitora compulsiva, mãe. Está a aprender chinês porque sim.

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